ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 07/12/2020
No filme “Sexy por acidente” conta a história de uma mulher gorda que tem o sonho de trabalhar em uma marca de maquiagem famosa, todavia a sua falta de confiança por ter o corpo fora do padrão acarreta a sua baixa autoestima. Nesse contexto, quando a protagonista, por um acidente mágico, ganha a confiança em si por mentalidade própria, sua perspectiva muda totalmente, sendo isso uma luta constante na vida, sobretudo, de mulheres para sentirem-se satisfeitas com si. Por isso, os padrões de beleza, divulgado o tempo todo em plataformas midiáticas, intensificam o corpo idealizado, também como um jogo consumista, são meios de frustração pessoal devido a imposição coletiva que se confunde com escolha individual, por conseguinte, pode afetar demasiadamente a saúde mental.
Em primeiro lugar, a estética, ramo da filosofia que estuda o ser belo, parte de definições famosas como Platão, que preconiza o belo ser uma essência universal na qual todas concordam com a beleza do objeto em si, e já o filósofo Kant diz que a beleza é subjetiva sendo concebida a partir de cada experiência pessoal. Nesse sentido, essas duas vertentes mostra que o ser belo é diferente do padrão de beleza, uma vez que a padronização de algo parte de algum acordo midiático para o controle alienador que busca induzir a população comprar aquelas ideias e iniciar a montagem daquele corpo “ideal”. Sendo assim, nota-se o maior consumo de maquiagem, roupas da moda, crescimento de academias e, principalmente, o aumento de cirurgias plásticas. Com isso, dá a ideia de uma escolha pessoal, porém, são imposições que extingue a diversidade, o que caracteriza, por exemplo, a confirmação que a globalização seria a homogeneização cultural.
Em segundo lugar, a intensa procura pelo corpo perfeito mostrado na mídia é um comportamento ilusório e frustrante para quem traça estratégias para conquistar. Essa busca acarreta graves danos à saúde mental do indivíduo que começa a acreditar na felicidade apenas quanto tiver com o corpo muito magro, no caso das mulheres, a anorexia, e já com os homens, a vigorexia, que é a obsessão pelo corpo musculoso. Dentro disso, observa-se o perigo da idealização, sendo a satisfação corporal culminada pela aceitação próprio corpo em si e não a comparação com o outros sujeitos.
Diante disso, fica claro o quanto a padronização da beleza idealizada como ferramenta para o aumento do consumismo no mundo tem modificado o comportamento da população. Cabe às instituições midiáticas, como da área de publicidade e propaganda de marcas famosas, diversificar modelos com corpos padrões com os que não são, sobretudo, de roupas, por exemplo, em um lançamentos em que visa esse tema da quebra de padrão. Assim, os comerciais mostrariam modelos magras, gordas, medianas e de todas as formas, para chamar a atenção do público e promover aceitação de si.