ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 09/12/2020
Culpa, super proteção, preguiça: sentimentos que definem a infantolátria. Nesse sentido, a inafantolatria é um reflexo da sociedade contemporânea, na qual os pais são compassíveis com as atitudes dos filhos. Porquanto, é necessário que crianças tenham limites, e que enfrentem dificuldades, na escola e na vida. Isso é fundamental para o desenvolvimento delas.
A princípio, os jovens, de hoje, sofrem da síndrome do casulo rompido - biologicamente, a borboleta deve vencer o obstaculo de romper seu casulo, pois, esse fortifica suas asas e lhe confere força, se alguém interrompe esse processo, no intuito de ajudar, as suas asas nascem atrofiadas, e ela morre. Nesse Viés, os pais de hoje estão “rompendo” o casulo de seus filhos - impedindo seu crescimento - isso se deve, principalmente, ao fato de terem que trabalhar todo o dia e não possuírem uma experiencia familiar mais ampla, o que os deixam com o sentimento de culpa, e tentam compensar essa falha atendendo a todos os desejos de seus filhos, e , nesse pequeno momento familiar é a criança quem define as regras
Em um segundo momento, esse comportamento inocente - que nos remete a síndrome da borboleta - tem sido responsável por formar uma juventude depressivas, despreparadas, e, completamente dependentes. Isso ocorre, porque, historicamente, os dilemas que enfrentamos na escola, como regras, obrigações e discussões, são nada menos que a antecipação dos problemas da vida adulta, e, a forma como lidamos com esses problemas de criança é que vai definir o caráter desses jovens. No entanto, como esses não são contrariados - ocorre a atrofia das “asas” do caráter, e os pequenos ditadores delegam para os pais seus problemas.
Logo, para resolver a questão da infantolatria, o Governo federal, por meio do Ministério da Educação - órgão responsável por balizar as diretrizes educacionais - Deve evitar que os pais interfiram diretamente nos conflitos escolares - claro, garantindo a seguranças dos alunos - mas permitir e incentivar que esses sejam agentes resolutivos de seus conflitos, isso permitirá adultos menos “infantis”. (tema: Infantolatria)