ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 09/12/2020

Com o surgimento da revolução industrial tanto a internet quanto o capitalismo se adentraram ao mundo social, os seus principais objetivos eram, respectivamente, impor padrões que surtisse efeitos no mercado e como consequência, o lucro. Por outro lado, o que deveria ser sinônimo de evolução, passou a ser a causa principal do aumento de ansiedade e mudanças estéticas ao colocar na sociedade a busca de padrões como necessários. Nesse contexto, dois pontos se tornam relevantes: o assunto como tabu e as inúmeras consequências que surgem com a problemática.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar a ausência de sensibilidade dos órgãos responsáveis pelas divulgações do corpo idealizado e a falta de debates acerca do problema. Diante disso, é notório que o avanço da internet tornou as pessoas muito mais individualistas e, portanto, tornando elas as principais agentes da propagação de tal malefício, como forma de lucrar encima das vítimas que estão nessa busca exacerbada de se encaixar no meio social. Como consequência de uma geração imediatista o assunto não é discutido, porque afetar esses padrões com a solução significa deixar de lado o que o capitalismo tanto prega: o consumo. Desse modo, enquanto o dinheiro for mais importante que a saúde mental, o país estará fadado a sofrer as consequências de uma geração perdida.

Outrossim, a busca pelos padrões de beleza é um ponto negativo para a vítima e lucrativo para as elites sociais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ansiedade atinge 12 milhões de brasileiros, sendo a depressão um dos caminhos de quem não se aceita fisicamente. Nesse cenário apenas umas das partes sai prejudicada: as vítimas que se vêm com a necessidade de obter o “corpo perfeito”, modificando o corpo com procedimentos estéticos e quando não alcançam o objetivo surge a frustação como principal causa da ansiedade, transtornos alimentares e em casos mais graves, a depressão. Do outro lado, a mídia, que lucra com a divulgação de clínicas que realizam as modificações, usando a psicologia reversa de que é preciso a mudança para se sentir mais imponderado.

Portanto, é preciso que tal problemática seja abordada e resolvida por órgãos responsáveis. Desse modo, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, palestras e workshop nas escolas com profissionais da educação, sobre o poder de ser único, para que desde cedo haja um discursão acerca das pressões que são impostos pela mídia. Paralelo a isso, o governo deve criar postos de atendimento específico para as pessoas que precisam de atendimento psicológico, com o intuito de que os profissionais da área da saúde mental ensinem a população sobre os riscos de modificações no corpo. Tais ações tem como finalidade a quebrar dos padrões impostos à população.