ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 11/12/2020

Desde sua criação em 1989, a internet proporcionou o acesso à informação e a possibilidade de se conectar com outras pessoas em qualquer lugar do mundo. Entretanto, ela também proporcionou aos seus usuários o contato com realidades que quase sempre são manipuladas. Nesse contexto, surge a problemática da busca por padrões de belezas idealizados, que trás consigo implicações que vão além do âmbito virtual, como a baixa autoestima e os transtornos alimentares.

Primordialmente, é fulcral destacar o baixo nível de satisfação dos indivíduos com relação à própria imagem como resultante do impasse. Nesse sentido, devido à percepção de que existe uma grande discrepância entre o real e o ideal, há, por consequência, uma busca incansável por padrões estéticos que quase nunca serão alcançados, gerando no indivíduo frustação e desgosto com o próprio corpo, que podem culminar em consequências mais graves, como a depressão, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), atinge 12 milhões de brasileiros, sendo um dos destinos de quem não se aceita fisicamente.

Ademais, é válido pontuar que os transtornos alimentares são uma das consequências mais sérias relacionadas ao imbróglio. Nesse contexto, no filme “O Mínimo Para Viver”, devido à busca pelo corpo perfeito, a protagonista desenvolve anorexia, doença que causa grave distorção da imagem corporal. Analogamente, a obra retrata de forma eficaz a realidade contemporânea, uma vez que cerca de 70 milhões de pessoas sofrem com transtornos alimentares, segundo uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Psiquiatria, transtornos esses que geralmente são causados pela busca por padrões de beleza encontrados em redes sociais, como o Instagram.

Portanto, afim de dar o suporte necessário para o tratamento de doenças e transtornos causados pelo culto excessivo ao corpo, cabe ao Governo Federal, através da criação de programas sociais, como o Saúde Mental Para Todos, oferecer tratamento psicológico e psiquiátrico gratuitos para pessoas que sofrem com as consequências do óbice em questão, como a baixa autoestima e os transtornos alimentares. Assim, atenuar-se-á em médio e longo prazo os impactos nocivos do problema.