ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 12/12/2020

De uma idealização voltada a mulher mais “Gordinha” dos antigos tempos de revolução francesa e Mona Lisa, até a extrema desnutrição almejada por modelos de passarela no mundo contemporâneo. Padrões de beleza sempre existiram, porém, hoje em dia, a busca por tais têm se tornado perigosa. Esse antigo cenário de endeusamento da estética física ganhou proporções extremas com o advento das redes e tem gerado gravíssimas consequências para os adolescentes.

Antes de mais nada, cabe ressaltar a culpa das mídias sociais nesse processo de produção de um suposto padrão de aparência. Para tal, tais midias possuem um algoritmo programado para mostrar aos usuários as pessoas que mais estão em evidência no momento, essas quais, compondo majoritáriamente um grupo pertencente ao inalcansável padrão de beleza estipulado. Tendo isso em mente, o usuário é levado a crer que ele supostamente viveria num mundo onde todos estão no padrão de beleza, menos ele. O induzindo a buscar por tais moldes idealizados, que, na verdade, sequer são a suposta maioria que as midias parecem demonstrar, quando de fato, são o contrário disso, uma pequena minoria que ganha todos os holofotes do algoritmo para si.

Além disso, a busca por padrões de beleza idealizados tem trazido consequências indesejáveis, em especial, para os jovens. Pois os mesmos tendem a acessar mais as redes sociais. Dessa forma, problemas como insegurança e timidez têm se tornado mais frequentes nos últimos anos, isso se atesta pela recém nomeada doença do século, a depressão, que vem atingindo grande parte da população mais nova recentemente. Além disso, as altas nas procuras por processos cirurgicos estéticos desnecessários, em especial, na Coreia do Sul e Estados Unidos, têm preocupado médicos como Drauzio Varela, que ressalta que no futuro teremos pessoas velhas com “boa aparência”, porém, sem se lembrar do porque queriam tê-la.

Por fim, para resolver e prevenir o agravamento de tal problemática em território nacional, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação devem, juntos, promover campanhas de aceitação corpotal por todas as escolas públicas do país. Tais campanhas se utilizariam de cartazes, palestrar e workshops de psicólogos e terapeutas, para forcener auxílio psicológico aos estudantes que sofrem com inseguranças quanto a aparência do próprio corpo. Desta forma, a baixa auto-aceitação dos jovens seria reduzida e a necessidade por procedimentos estéticos seria amenizada, assim, reduzindo os malefícios da idealização contemporânea do corpo humano.