ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 29/09/2021

A sociedade brasileira vive um paradoxo: os interesses individuais se sobrepõem aos anseios coletivos. Em um cenário assim, é de se salientar a necessidade de uma mudança no âmbito referente à busca por padrões estéticos idealizados, em que, devido às influências geradas pelas mídias, pessoas desenvolvem transtornos alimentares e psicológicos ao tentarem seguir tais protótipos. Desse modo, questões sobre as doenças fomentadas por esses arquétipos e as mídias como meio de manipulação, devem ser discutidas na atual conjuntura, para, assim, findá-las.

É de fundamental importância pontuar, de início, que os padrões de beleza causam inúmeras consequências à vida dos cidadãos, uma vez que doenças como a anorexia, bulimia, ansiedade e depressão se fazem presente na realidade de muitos indivíduos que almejam corpos idealizados como perfeitos. Nesse prisma, é mister lembrar que, durante o Antigo Egito, os padrões corporais já se faziam presente, visto que para a mulher ser considerada elegante e bonita era essencial que essa tivesse pescoços alongados. Em contrapartida, atualmente, a busca por corpos magros, altos e sem cicatrizes coloca em risco a saúde de muitas pessoas e causam enfermidades físicas e psicológicas a essas.

Paralelo a isso, é válido pontuar, ainda, que o meio de comunicação tem um alto poder de persuadir os telespectadores e, quando se trata de protótipos estéticos, é preciso que esses canais tenham cuidado com os conteúdos apresentados. Nesse contexto, durante a Revolução Industrial, os meios midiáticos se expandiram e trouxeram um excesso de informações. Diante desse cenário de evolução, esse grande avanço tecnológico permitiu que muitas pessoas tivessem acesso a essas novidades e, consequentemente, a idealização começou a fazer parte desses meios. Dessa forma, é notório que os padrões precisam ser rompidos da mídia, já que essa possui influência sobre a vida das pessoas.

Diante das ideias supracitadas, pode-se considerar coerente o pensamento do filósofo Descartes, de que não há métodos fáceis para a solução de problemas difíceis. Ainda assim, medidas precisam ser tomadas para que se resolva o problema da padronização de beleza. Sendo assim, urge que o Governo Federal, mais especificamente o Ministério da Saúde, promova campanhas contra os protótipos estéticos, por meio de aulas em escolas e universidades, com a ajuda de psicólogos e nutricionistas, o que contribuirá para que as pessoas entendam que os corpos são únicos e que não devem ser padronizados, com a finalidade de evitar doenças causadas pelo anseio de arquétipos. Outrossim, é preciso que os canais de televisão, em parceria com outros meios de comunicação, adote medidas que minimizem padrões, por intermédio de propagandas com diversidades corporais e raciais, o que será de grande eficácia para solucionar esse problema, a fim de que a mídia não domine os indivíduos.