ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 22/12/2020
A Constituição Federal de 1988 assegura, em seu artigo 6°, o direito a saúde a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa, na prática, não tem se manifestado com efetividade quando se observa as consequências da busca por padrões de beleza idealizados, como a bulimia e a intensificação de preconceitos, o que dificulta, dessa forma, a universalização desse direito social tão importante. Diante disso, vê-se que a negligência governamental e o imediatismo favorecem esse cenário.
Primeiramente, deve-se ressaltar a baixa atuação governamental em salientar sobre o mundo da beleza. Nesse sentido, o mercado contemporâneo busca cada vez mais criar um modelo ideal à ser seguido, para que o público começe a tentar imitar tais pessoas e, visto a dificuldade extrema para conseguir a semelhança desejada, esses indivíduos acabam por precisarem consumir os produtos de beleza, o que resulta em uma sociedade presa e viciada por esse comércio, no qual o governo deveria intervir para impedir essa movimento “parasita” do mercado. Essa conjuntura, segundo o pensador John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir direitos imprescindíveis, como a Saúde, o que, infelizmente, é evidente no país.
Outrossim, é fulcral pontuar as relações frágeis como impulsionadora desse cenário. De acordo com o sociologo Zygmunt Bauman, a sociedade se tornou mais individualista e com relações líquidas , por causa dos avanço da tecnologia e do capitalismo. Como resultado dessas interações, a imagem das pessoas ganhou grande importância, na qual, pessoas mais próximas da norma de beleza são mais beneficiadas, enquanto as outras são excluidas. Nestá lógica, é notorio que ,como consequência desse pensamento, a população se tornou mais preconceituosa, dado que o preceitos do modelo de beleza são excludentes e segregacionistas. Em vista disso, faz-se necessário medidas do Governo Federal para acabar com esse problema.
Em suma, conclui-se a necessidade de combater esse obstáculo. Portanto, o Minitério da Educação deve ensinar sobre as estratégias do mercado, além de incentivar relações mais sólidas, por meio da criação da semana da moda, no qual palestras, aulas e gincanas serão feitas com a população, realizada nas escolas e em praças públicas, para incentivar uma visão que não dependa da aparência e ensinar sobre o objetivo do comércio em criar uma norma de beleza , afim de criar uma sociedade que não fique presa no mundo da moda e que crie relações mais sólidas. Assim, será possível a universalização do artigo 6° e o Estado desempenhará corretamente o “contrato social”, tal como afirmava Locke