ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 04/01/2021
Desde a Grécia Antiga, a beleza idealizada era considerada a maior virtude do homem. Devido a isso, sabe-se que, ao longo dos anos, a concepção de corponormativiade, defesa de que apenas os corpos magros e sem nenhuma deficiência são considerados normais, passou a ser enraizada na cultura e definida como um padrão de beleza a ser seguido. Assim, os indivíduos que não apresentam o ideal estético sofrem com as consequências da busca incansável para alcançar o “corpo perfeito”, como os transtornos alimentares.
Em primeira análise, a ideologia da corponormatividade, enraizada culturalmente na população, é tida como um padrão de beleza. Nesse viés, em virtude de princípios históricos preconceituosos, as pessoas vivem em uma constante busca para alcançar o modelo estético baseado na magreza. Como prova disso, tem-se a série da Netflix, “Insatiable”, que aborda a luta de uma menina, que participa de concursos de beleza, para manter-se no estilo corporal socialmente aceito. Sendo assim, é possível perceber como, de fato, a idealização da beleza influencia no modo de vida dos indivíduos.
Ademais, deve-se analisar as consequências da luta para conquistar o “corpo perfeito”. Isto é, muitas vezes, as pessoas que não se encaixam nos padrões estabelecidos são acometidas por transtornos alimentares, como anorexia e bulimia. Na série da Netflix, “O preço da perfeição”, tem-se o exemplo do bailarino Oren, que apresenta um quadro de bulimia e submete-se a rigorosos regimes alimentares para manter o “peso ideal”. Indubitavelmente, são necessárias novas medidas públicas a fim de promover a aceitação de todos os modelos corporais na população brasileira.
Portanto, em virtude dos fatos mencionados, cabe ao Governo, junto ao Ministério da Educação, desenvolver projetos efetivos para estimular o combate aos prejuízos da busca por padrões de beleza, por meio da realização de rodas de conversas com crianças nas escolas públicas, ministradas por psicólogas, a fim de refutar a concepção da corponormatividade. Além disso, cabe ao Ministério da Cidadania divulgar propagandas nos meios comunicativos, como rádio, televisão e redes sociais, incentivando a aceitação de todos os estilos de corpos para evitar o desenvolvimento de transtornos alimentares. Dessa maneira, com a colaboração de todas as partes, será possível rejeitar a idealização da beleza entre a sociedade brasileira.