ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 06/01/2021
Desde a Grécia Antiga, com o objetivo de assemelhação aos deuses, havia uma busca incessante pelo perfeccionismo corporal. Paralelo a esse fato, é notório o quanto nos dias hodiernos a procura pelo padrão de beleza perfeito é excessivo e constante. Em decorrência disso, os indivíduos colocam cada vez mais a sua saúde, tanto física quanto mental, em risco.
Com o crescimento da classe média, aumentou-se também a procura por lazer e beleza, e como consequência houve a padronização do que seria definido por “belo”. Diante disso, tornou-se moda fazer cirurgias plásticas em excesso, almenjando-se ter o rosto e o corpo devidamente perfeitos para os padrões em vigência, por intermédio de procedimentos como inserção de silicone, lipoaspirações, rinoplastias e etc. No entanto, as possíveis consequências são brandas, desencandeando uma série de riscos à saúde, que vão desde deformações corporais à hemorragias, trombose, perda da sensibilidade local ou até mesmo a morte.
Ademais, os prejuízos também abrangem transtornos alimentares graves, assim como problemas na saúde mental do indivíduo, o qual na busca pelo perfeccionismo pode desencandear a depressão, gerada pela não autoaceitação, recorrentemente vivenciada devido ao grande poder de influenciação midiática nos diversos âmbitos da vida, principalmente nos costumes, nas aparências e maneiras. Segundo um estudo publicado no Journal of Social and Clinical Psychology, a comparação social através das mídias desencandeia a depressão.
Dado o exposto, é evidente o quão a sociedade preza pelo semblante irreprovável, mesmo que se enfrente riscos fatais. Logo, para a reversão dessa conjuntura, se faz necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o Poder Legislativo decrete uma lei, na qual cirurgiões plásticos obrigatoriamente não poderão realizar cirurgias por motivos fúteis, conservando assim a integridade física do indivíduo. Além disso, o Ministério da Saúde também deve promover campanhas que auxiliem na autoaceitação, através de propagandas televisivas.