ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 12/01/2021
No século XV, o Renascimento- movimento artístico europeu- valorizou, por meio de pinturas, o corpo gordo e real, a exemplo o quadro “O rapto das filhas de Leucipo”, do pintor Peter Rubens. Entretanto, no Brasil contemporâneo, diferente da perspectiva renascentista, há a busca por padrões idealizados de beleza que, por serem difíceis de alcançar, causam angústia social. Tal problemática é promovida pela ação irresponsável da publicidade e tem como consequência o comprometimento da saúde alimentar e psicológica da população. A vista disso, é essencial mudar esse panorama.
Diante desse cenário, é importante salientar o papel da mídia na obsessão pela beleza padronizada. Sobre esse aspecto, grandes resvistas de sucesso como a americana “Vogue” perpetuaram e fixaram a cultura das supermodelos - mulheres magras e tidas como perfeitas - na industria da moda. Ocorre que essa cultura não ficou restrita apenas as passarelas, mas se alastrou também na população comum, por conta da veiculação em comerciais, propagandas e filmes. Assim, a mídia enraizou um modelo padrão de corpo que deve ser almejado. Logo, enquanto a publicidade não reconhecer o erro presente nessa narrativa, o Brasil será obrigado a conviver com o sério problema da procura sem limites pelo corpo idealizado e inalcançavel.
Além disso, a objetivo cego de se ter uma aparência sem defeitos leva inúmeras pessoas a desenvolverem transtornos alimentares. Nesse viés, a obra cinematográfica “O mínimo para viver”, lançada em 2017 pela Nettflix, apresenta as dificuldades e sofrimentos de uma meinina que convive com a bulimia - compulsão alimentar seguida de expurgo para garantir a perda de peso. Fora da ficção, a ocorrência dessa doença descrita no filme, pricipalmente entre os jovens, sinaliza o desespero e o desgaste psicológico em seguir o que é imposto pela sociedade sobre os corpos. Dessa forma, é evidente que a padronização do que é ou não é belo age negativamente em relação a saúde física e mental dos indivíduos e não corrobora a harmonia social.
Portanto, para que a busca pela perfeição estética seja minimizada, cabe ao Governo Federal, por intermédio de parcerias com grandes empresas privadas de publicidade, realizar um projeto nacional de combate à padronização da beleza. Essa ação poderia se chamar “Todo corpo é perfeito” e seria composta pela fabricação de comerciais que mostrem a diversidade da beleza, com a inclusão de pessoas consideras fora dos padrões.Ademais, essa iniciativa teria a finalidade de diminuir os casos de transtornos alimentares provemientes da busca pelo corpo idealizado, de sorte que a nação brasileira seja, enfim, mais hormônica e menos tóxica.