ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 13/01/2021
Desde os primórdios da civilização humana, padrões de beleza são estabelecidos e mudados constatentemente, mas com a sociedade moderna e a ajuda de aplicativos como “Instagram” ou “Facebook” isso tem se tornado bem mais presente no cotidiano. Por isso, uma boa aparência está diretamante ligado a aceitação, seja individual ou pública, e afeta ativamente a autoestima de um indivíduo, gerando a marginalização daqueles que não estão dentro dos padrões, causando problemas piscicológicos como a bulimia e a anorexia em uma grande parte da população, além de muita das vezes culturas etnicas serem excluídas por não se encaixarem no “ideal”.
Apesar de grandes campanhas contra o suícidio, como o Setembro Amarelo, pouco se é dito sobre distúbios alimentares que estão diretamente ligados a depressão, principal causa de suícidios. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) cerca de 38% das pessoas com depressão apresentavam casos leves, médios ou avançados de distúrbios alimentares. Em muitas situações não estar com o corpo no padrão de beleza vai além de se “sentir mal” e passa a ser casos graves de saúde e qualidade de vida.
Em um país miscigenado como o Brasil é comum existir diversas culturas e etinias, porém o problema começa quando essas diversas formas de ser e se expressar conflitam com apenas um tipo de beleza preestabelecida. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Geografia e Estatística em 2005, ano em que esse debate era pouco relevante, mostra que entre mais de 100 empresas apenas 4% não se importavam em contratar uma pessoa que estivesse usando “dread”, um penteado de origem africana.
Visar unificar o Brasil e diminuir o preconceito com as diferenças deve ser prioridade do governo brasileiro. Portanto, o Poder Legislativo deve criar um projeto de lei em que as taxas cobradas pelo estado sejam diminuídas para empresas que derem mais liberdade de manutenção de aparência a seus funcionários e que isso seja mostrado na prática em propagandas realizadas pela mesma. Além disso, o Poder Executivo juntamente com o Sisitema Único de Saúde disponibilizem piscicólogos em tempo integral em cada unidade de saúde existente, afim de atender pessoas com distúbios alimentares.