ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 22/06/2021

No filme “O mínimo para viver”, disponibilizada na plataforma de streaming Netflix, é retratado a vida de uma jovem que está lidando com a anorexia, sobretudo as consequências que os distúrbios de imagem acarretam para sua vida. Analogamente, a realidade brasileira apresenta semelhanças com a obra, visto que a pressão estética, em especial, ocasionado pelo demasiado uso das redes sociais, ainda é um problema na conjuntura atual. Portanto, o setor midiático e a sociedade contribuem para a perpetuação do quadro negativo.

Convém ressaltar, a princípio, que uma parcela considerável do corpo social contribui para esse cenário. Sob esse viés, a busca por padrões idealizados se configura como uma problemática que atinge a saúde pública, uma vez que repercute de maneira negativa na saúde física e mental das pessoas, sendo o maior alvo dessa pressão estética, as mulheres. Esse panorama pode ser comprovado a partir dos dados disponibilizados Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), os quais afirmam que em 2016, no Brasil, 6,6% dos procedimentos estéticos foram realizados em pessoas com até 18 anos de idade, do sexo feminino. Por conseguinte, essas informações expõem que cada vez mais jovens se submetem a intervenções cirúrgicas, seja porque quer, ainda que inconscientemente adequar-se ao padrão imposto pela sociedade. Destarte, é imperioso que tal camada societária analise tais tradições que motivam a conjuntura nociva e desfavorável atual.

Ademais, há a questão da negligência do setor midiático, que influi decisivamente na consolidação do problema. Dessa forma, apesar das vantagens que as redes sociais proporcionam, também propiciam um ambiente o qual estimula o desejo de atingir uma perfeição inacessível. Desse modo, as plataformas digitais demandam das pessoas mais do que elas se sentem capazes de oferecer, o que gera uma frustação e colabora com o aumento de doenças mentais e transtornos alimentares, em virtude de tentarem estabelecer uma vida irreal. Logo é substancial a reformulação dessa postura midiática incabível e deletéria.

Entende-se, portanto, que o Governo Federal a fim de garantir a plena reversão dessa problemática, deve agir em conjunto com o Sistema Único de Saúde (SUS) em parcerias com as universidades de psicologia do país, para a realização de campanhas que tragam mais seriedade e informações a respeito do assunto. Por meio de palestras em escolas e faculdades, e divulgação em forma de posts nas mídias sociais. Desse modo, as modificações aprimorarão as relações sociais do século XXI para uma sociedade desenvolvida e longe de padrões de beleza idealizados.