ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 01/04/2021
Kant ,em seu discurso sobre estética, atesta que a beleza é meramente subjetiva, pois não há, objetivamente, um padrão universal, descartando assim, a padronização. Entretanto, essa análise encontra-se no estado de antítese na atualidade brasileira, visto que a busca por padrões de beleza ocasiona malefícios à sociedade. Tal fenômeno, deve-se a robotização comportamental e ,consequentimente, gerando problemas psicológicos.
Primeiramente, a sistematização do corpo social em voga da beleza possui um poder coercitivo, desta maneira, moldando o indivíduo em função do social, ao invés do individual. Para ilustrar essa conseguinte, Fichte, filósofo alemão, apresenta dois entes integrantes da cognição humana: eu e não-eu. O eu representa o ser presente no tempo e, o não-eu representa o ser futuro que o eu (presente) objetifica alcançar. Enfatizando-se o sistema filosófico de Fichte, o não eu, a partir da coerção social, torna-se submetido à demandas populares no atual contexto estético. Desse modo, perde-se totalmente a autonomia. Ademais, cria-se ilusões de falsos não-eu resultando em distúrbios mentais.
Em última análise, como consequência do falso não-eu transmutado pela padronização da beleza em virtude do coletivo contribui para o agravamente substancial da doença do século XXI: depressão. Prova disso, segundo o psicólogo Abraham Maslow afirma ,dentre diversos fatores para o florecer da depressão, o fator social figura-se primordial, porque, segundo o psicólogo, o sujeito naturalmente para sentir-se confortável precisa integrar algum grupo social, por seguinte, a falha dessa integração colabora significamente para o surgimento de doenças mentais. Sob essa pespectiva, deduz-se o nexo causal: dado que a sistematização do corpo social no tocante à busca da beleza ,paralelamente, aumenta o risco de surgir mazelas psíquicas.
A partir dos argumentos apresentados, é inegável que a procura por padrões de beleza no Brasil resulta em adoecimento dos civis da nação, por isso deve ser amenizado. Portanto, faz-se necessário que o Ministério da Cultura elabore políticas públicas a fim de acabar com a padronização social, e resguardar os doentes desse fenômeno, por meio de ajuda e campanhas (instituição de atendimento a doentes mentais; campanhas públicas que visam atenuar a pluralidade de estilos estéticos e instauração de programas televisivos estatais para debater o tema com o público), cujo objetivo é exaurir as conseguintes da busca por padrões de beleza idealizados.