ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 11/05/2021

Todos os dias dentro da nossa sociedade, pessoas de todas as idades são submetidas a informações e relatos sobre a vida pessoal de outras pessoas. Dentro da internet, é possível encontrar um ambiente onde tudo parece perfeito e alegre, onde as pessoas se aceitam e estão contentes com a sua vida. De fato isso é um problema, pelo fato de que para ter esse tipo de aparência, as pessoas não mostram como realente são, elas tem que se submeter a inúmeras tentativas, ângulos específicos camadas de efeitos embelezadores, e vários tipos de maquiagem e modelamento.

Dentro das redes sociais, vê-se pessoas que trazem conteúdo do mais diverso tipo que tiram seu sustento de dentro das redes. Essas pessoas que acabam se tornando famosas, influenciam a vida de muitas outras, com seu modo de agir, sua maneira de falar, seu posicionamento sobre os mais diversos assuntos, e, com isso, acabam trazendo o seu cotidiano como conteúdo. O grande problema nisso, é que o cotidiano dessas pessoas famosas, é levado ao público da maneira mais artificial possível, com fotos editadas, maquiagem, cirurgias e muitos outros processos atrás das câmeras.

Trazendo assim a impressão de que essa pessoa possui o corpo perfeito, a vida perfeita, os lugares perfeitos, quando na verdade é tudo uma grande armação. Isso causa um grande impacto na vida das pessoas, porque o padrão de ‘vida perfeita’, ‘corpo perfeito’, ‘fotos perfeitas’ é imposto por causa dos grandes influenciadores e, compromete aos internautas a buscarem esse padrão para as suas vidas. O resultado de tudo isso é uma grande pressão que faz com que os indivíduos que não possuem tais padrões se vejam e sejam vistos como pessoas ‘imperfeitas’, e feias.

Levando em consideração todos esses fatos, os grandes influenciadores devem começar a mostrar as coisas como elas realmente são, para que assim todos percebam que a tão estimada ‘vida perfeita’ não precisa ser necessariamente com um padrão específico. E os internautas devem começar a aceitar que eles se diferem uns dos outros, e que não é necessário cobiçar a condição do outro para ter a genuína felicidade.