ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 07/06/2021
No filme “O mínimo para viver”, a protagonista possui o distúrbio da anorexia e é retratada como uma obcecada capaz de regular o número de calorias de cada alimento em seu prato. Paralelamente, podemos ver uma cultura de imagem perfeita que circula na internet por “influencers”, sendo o Brasil o país com o maior número de realização de cirurgias plásticas no mundo, segundo o levantamento divulgado pela ISAPS (Sociedade Internacional de Cirurgia plástica estélica). Esse dano mostra o desejo insaciável da população brasileira pela perfeição. Essa situação se dá devido à criação das redes sociais e à existência de uma cultura de massa, ambos extremamente influentes sobre o ideal imposto de beleza.
De certo, as redes sociais, uma invenção contemporânea, constituem um dos grandes fatores responsáveis pela exigência estética. No seriado americano “Black Mirror”, existe um episódio situado em uma distopia, onde nesta as pessoas só podem viver em sociedade se tiverem curtidas em suas fotos. Fora da ficção, aquele que não tiver uma aparência perfeita, terá menos adoração em suas fotos, levando-o a se comparar com os outros, que apresentam uma aprovação maior em suas postagens, e eventualmente ele se sentira fora da sociedade e excluído.
Além disso, a cultura de massa também exerce um papel importante na sustentação desses padrões. A cultura de massa é um objeto da indústria cultural, e esta, pretende produzir entretenimento fútil e não estimular questionamentos profundos na população. A sociedade impõe que o homem deve se preocupar fortemente com sua aparência e padrão corporal e as mulheres devem ser delicadas, angelicais e o mais perto da perfeição possível. Essas doutrinas são reproduzidas diariamente às massas, provocando o desenvolvimento de inseguranças profundas quanto à aparência, que ocasionam transtornos alimentares, depressão e ansiedade.
É fundamental, portanto, amenizar os problemas que motivam a busca por padrões de beleza idealizados. Para isso, cabe às mídias brasileiras construírem uma diversificação de belezas no consciente coletivo, contratando jornalistas, protagonistas e outros funcionários de todas as aparências, etnias e tamanhos, visando mostrar ao garnde público que não existe um único tipo de beelza e que a perfeição não passa de um mito, assim podendo aliviar os danos psicológicos de uma idealização homogênea de beleza. Além disso, é responsabilidade do Ministério da Saúde aliados às escolas da rede pública e privada, a ação de promover por meio de campanhas e palestras educativas sobre o padrão de beleza erradamente divulgado, alinhados nos riscos que os transtornos como bulimia e anorexia causam na vida dos adolescentes.