ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 07/11/2021
Conhecido como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a busca por padrões de beleza como uma falha no princípio da isonomia. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da base educacional lacunar e da ingerência estatal.
Nesse contexto, é importante ressaltar que a procura por padrões de beleza permanece devido à base educacional lacunar. Ademais, segundo Aristóteles, a educação é um caminho fundamental para a formação da vida pública, à proporção que coopera para o bem-estar da cidade. Nesse viés, se há problema social, tem com como base a precariedade na educação. No que tange à busca por padrões de beleza, percebe-se a influência dessa causa, uma vez que o educandário não está atuando seu papel no sentido de retroceder o problema, pois não oferece às classes escolares material que ajam na resposta da questão. Desse modo, enquanto o ambiente escolar não preparar devidamente seus discentes, o entrave do padrão de beleza idealizado perdurará sobre o país.
Outrossim, sob essa ótica, constata-se a ingerência estatal como um dos complicadores do problema. Nesse contexto, de acordo com Rousseau, cabe ao Estado viabilizar ações que garantem o bem — estar coletivo. No entanto, nota-se no Brasil, que o padrão de beleza ideal rompe com as defesas do filósofo iluminista, já que a falta de investimento na saúde, como na questão do acesso gratuito de qualidade com psicólogos. Dessa forma, é a ingerência estatal é um fator agravante a essa problemática.
Portanto, para que a adversidade seja minimizada, é necessária a intervenção das autoridades competentes. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com empresas, promova, para professores da rede pública e privada, por meio cursos sobre como abordar conflitos sociais na sala de aula. Tais cursos devem ser gratuitos e digitais, ensinando diferentes ferramentas e métodos. Nesse sentido, o intuito da proposta é conseguir diferentes soluções em conjunto com os alunos. Somente assim, esse problema obterá caminhos mais próximos para a solução.