ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 16/06/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU, assegura em todos os indivíduos o direito à educação e bem estar na sociedade. No entanto, isso não ocorre, devido a grande busca dos padrões de beleza, trazendo graves consequências, na saúde do cidadão, pela busca do corpo ideal. Dificultando, deste modo, a universalização desse direito social. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosamente a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência das medidas governamentais para combater os problemas psicológicos na sociedade brasileira. Diante disso, o desenvolvimento de transtorno mental, vem se torno cada vez mais comum na população, incluindo jovens e adolecentes. Essa conjuntura, segundo as ideias de John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que haja o desfruto dos direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar o grande papel da mídia como impulsionador do real e ideal em relação ao próprio corpo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 4,7% dos brasileiros sofre de distúrbios alimentares, porém, na adolescência, esse índice chega até a 10%.
Diante de tal expostos, a insatisfação com relação ao seu autoconceito, leva a problemas psicológicos graves, consequentemente morte na sociedade, sem escolher idade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para combater esses obstáculos. Para isso, é imprescíndivel que o Governo, por intermédio do Ministério da Saúde, coloque psicólogos em escolas e hospitais, pois é um fator agravante, a fim de de diminuir e instruir, levando a redução de casos no país. Se consolidando uma sociedade satisfeita com sua própria imagem, reconhecendo que nenhum corpo é perfeito, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, como afirma John Locke.