ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 05/07/2021
Com a grande expansão das mídias sociais e da imposição de um padrão de beleza inalcansável, tem se percebido um aumento exacerbado de distúrbios alimentares além da gordofobia em relação aos usuários.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 70 milhões de pessoas sofrem com distúrbios alimentares no mundo. É notório o quanto redes sociais como Facebook e Instagram colaboram para esse aumento. A pressão estética imposta aos usuários, que cada vez mais buscam estar num padrão de beleza inalcansável, corroboram para que distúrbios como anorexia e bulimia se desenvolvam, pois a comparação entre os usuários está sempre presente. Comparação essa, baseada muitas vezes em corpos e vidas irreais, montados e alterados para passar uma imagem “instagramável”.
Simultaneamente, há também, um preconceito crescente que abrange os padrões de beleza e vai além das mídias sociais, a gordofobia. Segundo o IBOPE, a gordofobia está presente na vida de 92% dos brasileiros. Seja por questões de genética ou hábitos, grande parte da população não tem um corpo dentro do que é considerado bonito. Essa pressão influencia negativamente em vários aspectos, tais como a autoestima, pois existe uma cobrança muito grande em pessoas gordas não só na aparência mas também sobre a própria competência para coisas que vão além do peso e da estética.
Influenciadores como Alexandra Gurgel, criadora da hashtag movimento corpo livre luta contra a influência das mídias e da sociedade sobre o corpo gordo, ajudando na aceitação, sem pressões e padrões estéticos dentro e fora das redes sociais. Essa é umas das alternativas para o combate da pressão estética e da gordofobia. Marcas junto com influenciadores atuando contra os padrões de beleza e mostrando cada vez mais o corpo real são uma forma de combater as consequências do padrões de beleza idealizados.