ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 08/07/2021
Padronização da beleza: escuridão desvantajosa
O filme “O Mínimo Para Viver” retrata a vida da jovem Ellen que, em busca do “corpo perfeito”, desenvolve anorexia, vigorexia e outros distúrbios. Fora da ficção, na conjuntura hodierna, a procura pelos padrões de beleza idealizados, propagados de diversas formas ao longo da história, gera uma série de consequências, como patologias e baixa autoestima, e atinge um grande número de pessoas. Destarte, faz-se necessário um debate acerca desses corolários.
Nessa perspectiva, é lícito destacar o dano à saúde como resultado da demanda pela aparência ideal. Sob essa ótica, segundo Arthur Schopenhauer, o maior erro que o homem pode cometer é o de sacrificar sua saúde a qualquer outra vantagem. Contudo, ao analisar o denário de padronização da beleza, é nítido que a pressão originada do assunto em questão promove o sacrifício da saúde a uma vantagem, visto que esses ideais enaltecem corpos que as pessoas tentam atingir com dietas prejudiciais à saúde, por exemplo. Dessa forma, há o risco do surgimento de enfermidades como anorexia, bulimia, vigorexia, entre outras. Portanto, é essencial superar esses paradigmas.
Outrossim, é possível somar aos aspectos supracitados a baixa autoestima como produto da caçada ao visual aspirado. Por esse ângulo, cabe referenciar o filósofo Platão e o “Mito da Caverna”, por ele apresentado, no qual homens, presos por meio de correntes, nada além de sombras podiam enxergar, sendo forçados a acreditar, então, que aquilo que viam era a realidade. A par disso, é notório que, analogamente, o corpo social, ao receber estímulos de figuras de beleza idealizadas, vive na escuridão, isto é, sem aceitar a beleza como algo que abrange muito mais do que é idealizado. Logo, é evidente que o revés ocasiona baixa autoestima nas pessoas que não se encaixam nos padrões.
Em virtude dos fatos elencados, são fundamentais ações para minimizar os impactos negativos do culto à padronização corporal. Isto posto, a mídia deve, por meio de campanhas elaboradas por especialistas, promover divulgações, nos mecanismos midiáticos, de informações sobre os estragos que o transtorno pode causar na saúde, a fim de conscientizar a sociedade dos malefícios da procura pela aparência ideal. Ademais, é dever da escola, como um dos principais formadores do indivíduo, incentivar a ideia de que toda beleza merece ser vista como ideal, para que, futuramente, não seja possível encontrar casos de pessoas lesionadas pela estrutura contemporânea. Nessa via, com as ações concretas, a realidade do filme “O Mínimo Para Viver” tão somente figurará nas telas dos cinemas.