ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 15/07/2021
O filme, O mínimo para viver, passado na Netflix, expõe a vida de uma garota viciada em emagrecimento, até desenvolver anorexia, um transtorno alimentar. Sob essa ótica, a seleção de exposição midiática gera a comparação entre corpos, pessoas e estilos de vida. Sendo assim, são criados padrões abstratos, e, também veículos de comunicação buscam exaltar pessoas irreais. Portanto, é necessário a quebra com o preceito criado, para que fatos reais sejam expostos verdadeiramente.
Primariamente, o idealismo é um critério adotado por indivíduos de forma subjetiva. Sob esse viés, Max Weber, sociólogo alemão, trás em sua dialética as motivações preexistentes para seguir as ações sociais. Por consequinte, estas referências intangíveis são dominadoras e capazes de controlar, de forma indireta, o ser. Desse modo, fantasiar o perfeito pode gerar consequências, nas quais o pessoal é submetido a uma inferioridade.
Ademais, em filmes, séries, novelas e redes sociais o foco, grande parte das vezes, é dado para um estilo padronizado julgado bonito. Nesse sentido, o Instagram, uma rede social globalizada, usa de filtros faciais e corporais, para que mudanças ocorram momentaneamente, trazendo a felicidade instantânea. Assim como, promovem sentimentos de invalidez, tristeza e insatisfação por na vivência não conseguirem ser como em mídias. Em síntese, a romantização da felicidade para uma beleza comum, reproduz transtornos físicos e psicológicos.
Destarte, recorrer á regras ideais deixa de ser saudável, como Ellen- protagonista do filme- se encontra doente e infeliz. Dessa maneira, é imperiosa a ação do Estado-provedor do bem comum- incentivar palestras com psicólogos e nutricionistas, entendedores de transtornos alimentares e autoconhecimento, por meio de escolas estaduais e municipais, nas quais armazenam o público alvo de analogias. A fim de, jovens enxergarem a verdadeira vida. Logo, haverá um menor percentual de estigmas mentais e alimentares, constituindo o amor próprio, sem estatísticas.