ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 26/08/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante da nação, em seu artigo 6, garante todo cidadão brasileiro o direito à saúde. Contudo, tal prerrogativa não se reverbera na realidade, uma vez que padrões de beleza idealizados trazem, para a sociedade atual, consequências em sua saúde física e mental. Essa conjuntura, é resultado não somente do silenciamento da mídia, mas também da negligência do Estado.
Em uma primeira análise, é importante ressaltar que a mídia evita discutir as consequências negativas que padrões de beleza irreais trazem à sociedade. Essa realidade ocorre pois os veículos midiáticos obtêm parte considerável do seu lucro divulgando produtos que prometem encaixar seus usuários nesse padrão. Esse contexto, para o filósofo Focount, acontece pois na sociedade moderna alguns temas são silenciados para que estruturas de poder sejam mantidas. Sendo assim, a mídia evita o assunto, visando manter sua cadeia de patrocinadores e por consequência o lucro.
Ademais, o Estado negligencia os prejuízos que a padronização da beleza pode causa à sociedade. Isso torna-se evidente pela falta de investimento em saúde mental, principalmente em terapia para aceitação do próprio corpo e tratamento para transtornos alimentares, como a bulimia e anorexia. Desse modo, para o filosofo Jonh Lucke, essa situação configura-se como uma quebra do contrato social, uma vez que o estado não cumpre com seu dever de garantir a seus cidadãos acesso a direitos constitucionais.
Portanto, medidas são necessárias para se resolver o impasse. O Governo Federal deve redigir uma lei, que será entregue a câmara dos deputados, obrigando à mídia discutir, semanalmente, a diversidade de corpos e belezas, assim como a saúde mental, a fim de desconstruir o atual padrão imposto. Dessa forma, a constituição Federal será respeitada, assim como o contrato social defendido por John Lucke.