ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 17/09/2021

Com o advento da Revolução Técnico-Cientíco-Informacional e o crescente uso das redes sociais, muitas pessoas têm comparado tanto sua vida, quanto sua aparência com aqueles que essas acompanham. Nesse sentido, surgiram consequências devido à busca por padrões de beleza idealizados. Assim sendo, essa problemática se deve não só ao consumo excessivo de mídias sociais, mas também à falta de amparo governamental quanto à formação de um mentalidade social saldável e liberta dos padrões estéticos.

A princípio, é válido ressaltar que a utilização exacerbada de mídias sociais afeta de modo preocupante a autoestima de seus usuários, pois esses embasam sua realidade nos moldes daqueles que seguem e admiram. Sob essa óptica, tal fator é reforçado pela Organização Mundial da Saúde, segundo a qual, o consumo desenfreado dos meios tecnológicos está diretamente ligado a problemas psicológicos como, ansiedade, baixa autoestima e depressão. Em virtude disso, muitos indivíduos comprometem a saúde ao buscarem uma inspiração estética, muitas vezes falsa, nas redes sociais. Destarte, é lamentável a permanência desse cenário, haja vista que ele expõe a lastimável situação em que se encontra a sociedade.

Outrossim, cabe salientar que a falta de amparo governamental contribui para a propagação de uma mentalidade social afetada pela imposição de padrões estéticos inatingíveis, o que acaba por degradar a saúde mental dos cidadãos. Nesse viés, é possível perceber uma invalidação da Constituição Federal, na qual está previsto como dever do Estado promover o bem-estar e a saúde populacional, de modo a fornecer recursos para esse fim, entretanto, isso não ocorre de modo satisfatório. Dessarte, é inadmissível a continuidade dessa postura por parte do Poder Público, uma vez que ela fere a dignidade humana.

Depreende-se, portanto, a necessidade de ações para a resolução dos impasses. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com as grandes empresas midiáticas, implementar políticas públicas socioeducativas em todos os meios digitais, por meio de programas com psicólogos especializados, os quais possam falar acerca dos malefícios da busca por um padrão de beleza idealizado e que possam mostrar como esses parâmetros sociais mudam com o passar do tempo e, por isso, não devem ser algo que as pessoas venham a se assegurar emocionalmente. Desse modo, objetiva-se auxiliar os cidadãos a se libertarem das “amarras” da estética inalcansável propagada e ambientada pelos meios oriundos da Revolução-Técnico-Científico-Informacional.