ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 18/09/2021
Os padrões estéticos exagerados desenvolveram-se desde a 3ª Revolução Industrial, na década de 1950, e vem evoluindo e popularizando-se até os dias atuais, dessa forma, ser “bonito(a)” significa não ter aparentes imperfeições. Logo, alcançar a perfeição tornou-se uma luta insaciável e doentia evidenciando-se consequências graves e que devem ser analisadas e solucionadas.
Primordialmente, há uma “cultura de estética” que prega insegurança as pessoas e impõem, drasticamente, uma estrutura corporal e facial a ser seguida. Uma pesquisa mundial feita pela Dove, marca de produtos para higiene, mostram que 96% das mulheres sentem-se incomodadas com seus corpos e dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica citam o aumento de 400% dos procedimentos estéticos nos homens. Decerto, o impulso possessivo de padrões, elaborados, principalmente, pelas marcas e mídia da moda e beleza, são errôneos e ocasionam baixa autoestima, insuficiência e até transtornos mentais.
Ademais, o filósofo inglês Francis Bacon posiciona um pensamento de que não há beleza perfeita que não contenha algo de estranho em suas proporções, porém com o aumento significativo de pessoas que colocam até suas vidas em risco ao prol de atingirem o “belo e simétrico”, essa linha de raciocínio, infelizmente, é contrariada.
Portanto, indubitavelmente, medidas devem ser tomadas. Espera-se que o Ministério da Saúde em parceria das agências de publicidade e moda e os influenciadores das redes socias criem campanhas e conteúdos de conscientização por meio da internet - inicialmente - com a finalidade de mostrar a população como é maléfica a busca contínua por parâmetros de beleza e de tal modo que ocorra melhoras nas condições sociais e emocionais do país.