ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 13/10/2021

Nessa conjuntura, é necessário pontuar que a hiperexposição a padrões irreais de beleza, e, portanto, inatingíveis - nas mais diversas mídias, induzem insatisfação constante com o próprio corpo, que, por sua vez, é encorajada pela indústria da beleza a fim de vender  cosméticos, procedimentos estéticos, fármacos emagrecedores, cirúrgias plásticas etc. Diante dessa hiperexposição frequente a corpos com medidas utópicas nas redes sociais, do habitual uso de filtros que modificam sua aparência e de aplicativos que alteram as formas de seu corpo, as pessoas tendem a comparar-se com tais modelos e, assim, sentirem uma pressão para se adequarem a esse padrão - fenômeno denominado como pressão estética. Um exemplo disso é a chamada “Dismorfia do Snapchat”, isto é, pessoas buscam realizar cirurgias plásticas com o intuito de se assemelharem a suas fotos com filtros e retoques. Logo, percebe-se que a pressão estética distorce a autopercepção do indivíduo sobre si, ao desassocia-lo de sua identidade, fazê-lo desconfortável em seu próprio corpo, ao mutilar sua autoestima e amor próprio.

Por conseguinte, em razão dessa pressão estética, problemas relacionados à distorção da autoimagem são potencializados, a exemplo da anorexia e bulimia, os quais se manifestam na adesão à dietas restritivas, preocupação obsessiva com o valor calórico dos alimentos e com as medidas do corporais - tornando as refeições em momentos de ansiedade, compulsão e causa crônica de estresse. Esse nocivo contexto é retratado no filme “O mínimo para viver”, por meio da jovem anoréxica Ellen, cuja fidelidade se encontra no relato pessoal dos perigos da busca compulsória por padrões inalcançáveis de beleza - tão presentes na vida de milhares de brasileiros e brasileiras. Assim, é imperioso que o Ministério da Saúde adotem medidas que associem o combate à pressão estética  com a promoção de uma relação saudável com o próprio corpo.

Frente a tal problématica, faz-se urgente, pois, que, a fim de combater a dismorfia corporal no país, o Poder Legislativo elabore uma lei que, por meio da aplicação de multas, penalize revistas, anúncios publicitários e influenciadores digitais que divulgarem imagens retocadas sem sinalização de tal modificação. Complementarmente, o Ministério da Saúde,