ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 12/11/2021
Em sua teoria, o sociólogo emilie durkheim definiu o conceito de “fato social” como sendo uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Desse modo, observa-se os padrões de beleza idealizados socialmente atuam de forma impositora sobre os seres humanos desencadeares em impactos negativos à saúde mental dos mesmos.
Primeiramente, é necessário destacar a existência de uma linha tênue entre os padrões estéticos impostos coletivamente e a imagem que uma pessoa deseja ter uma mesma mesma. Logo, a exposição a modelos propagados pela mídia resulta em redução da satisfação pessoal dos requisitos em relação à sua própria aparência, quando essa não corresponder ao parâmetro imposto. Com isso, tem inicio uma incessante busca pela equiparidade entre o eu real e o eu ideal, podendo influir em uma queda de autoestima caso a “aceitação” coletiva não seja alcançada e fazendo com que essas pessoas recorram a medicamentos emagrecedores que compatíveis malefícios à sua saúde e as cirurgias plásticas de alto risco.
Diante de tal perspectiva, o desenvolvimento de psicopatologias, como distúrbios alimentares e depressão, fazem-se reais. Em sua teoria, Bauman fez uma dissertação básica sobre o conceito de “modernidade líquida”, partindo do pressuposto de que as relações humanas contemporâneas estão cada vez mais orientadas por aspectos fúteis e superficiais. De análise maneiraoga, perante um contexto globalizado, uma divulgação de padrões de beleza inatingíveis se mostra cada vez mais eficiente, afetando negativamente jovens em processo de formação de sua identidade individual, haja visto que a construção da autoimagem corporal de cada um é fortemente influenciada pela maneira como a sociedade “impõe” o que é ter um corpo esteticamente admirável.
Portanto, como forma de resolver o impasse, o Ministério da Educação (MEC) deve atuar duplamente. Em primeiro plano, promoverá palestras, a serem ministradas por psicólogos, em escolas públicas e particulares, de modo a debater tal temática de forma objetiva e clara, técnico desconstruir estereótipos sociais e construir cidadãos mais tolerantes, empáticos e com um psicológico preparado para uma convivência coletiva. Ademais, o MEC, em parceria com uma secretária de comunicação social, desenvolverá uma campanha a ser amplamente divulgada em mídias sociais de grande alcance, de forma a exaltar a multiplicidade de biótipos existentes no meio social. Somente assim, tal “fato social” deixará de influir negativamente na sociedade.