ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 15/11/2021

O que é belo foi se alterando durante o tempo. Um corpo belo alterou entre as mais diversas características. Mas, atualmente, o corpo idealizado não pode ser alcançado por todos, o que provoca problemas de saúde em quem os tenta buscar. Assim, a tentativa de chegar ao padrão de beleza idealizado causa transtornos físicos e mentais e frustração quando não alcançados. Logo, percebe-se o dano que o ideal pode causar na sociedade.

Convém analisar, de início, que, na tentativa de atingir o estereótipo de beleza pode ocorrer o desenvolvimento de transtornos relacionados à alimentação. Segundo a biologia, para o bom funcionamento do corpo humano, são necessários nutrientes que, por não serem produzidas, precisam ser ingeridas, como vitaminas e aminoácidos essenciais. Desse modo, uma pessoa com transtornos alimentares sofreria desnutrição como sequela mais leve. Ou seja, o padrão idealizado de beleza faz com que pessoas, para alcança-lo, ingiram mais alimentos, o que pode se tornar um transtorno e, por fim, causa uma patologia.

Além disso, “padrão”, por definição, significa: o que é aceito e seguido pela maioria. Então, pressupõe-se que a população em geral, quanto ao ideal de beleza, quer aproximar-se desse. Entretanto, características individuais, como a predisposição genética, impedem que o indivíduo alcance a fisionomia desejada. Dessa maneira, quando esse padrão quase impossível não é atingido há a frustração. De modo consoante, na série “O preço da perfeição” que retrata uma escola de dança clássica que sempre busca a excelência, há extrema cobrança sobre os alunos para atingirem um padrão que é exclusivo a uma seleta parcela, o que provoca frustração.

Portanto, ao analisar o padrão estético e as graves consequências na saúde nota-se a essencialidade de que essas sejam amenizadas. Para isso, a escola e a mídia – principais agentes na educação popular – devem ensinar a população que o padrão é irreal por meio da explicação de que é impossível para a grande maioria fazer parte dele, por causa da predisposição genética que guia o desenvolvimento do corpo, a fim de reduzir a insatisfação com o próprio corpo e consequentemente os transtornos alimentares.