ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 18/11/2021
A Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, prevê a todo cidadão o pleno direito à saúde e alimentação. No Brasil, entretanto, tal prescrição encontra entraves, sobretudo na pressão estética e as consequências da busca por padrões de beleza idealizados. Nesse sentido, a fim de atenuar os impactos, destacam-se dois fatores: a ausência de informação e a má influência midiática.
Diante desse cenário, é imperioso notar que a falta de conhecimento potencializa a pressão estética. Segundo a psicóloga clínica, influenciadora digital e idealizadora do projeto “Você tem fome de que?”, Vanessa Tomasini, diz: A gente tem como padrão de beleza corpos que são completamente irreais, não são só corpos magros, mas de extrema magreza. Diante de tal exposto, deve-se ressaltar que há uma grande falta de informação sobre as causas e as consequências dos procedimentos- é muito comum as cirurgias plásticas rejeitarem os corpos, dessa forma, é necessário retirá-los urgentemente, colocando a vida dos pacientes em risco e podendo causar graves tumores e lesões.
Além disso, é preciso apontar a má influência como outro fator que contribui para a manutenção dos padrões de beleza. De acordo com o filósofo Immanuel Kant, o indivíduo deve agir segundo a máxima que gostaria de ver transformada em lei universal. Consoante a isso, as mídias digitais e sociais têm grande participação na imposição do corpo perfeito, expõe-se os influencers digitais, onde muitos fazem plásticas ou utilizam Photoshop nas suas fotos, para que demonstre o corpo ideal que a sociedade impõe. Nesse contexto, vale frisar também uma das principais consequências: os transtornos alimentares- a anorexia e a bulimia são os mais comuns no Brasil.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Assim, compete ao povo promover ações publicitárias, nas diversas mídias e protagonizadas por personalidades públicas, destinadas à uma crítica social a respeito desses padrões estéticos. Para tanto, o discurso propagado deverá sensibilizar os interlocutores, por meio da exposição de dados e de cenas sobre as consequências sociais da problemática, a ponto de evidenciar a urgência do tema na comunidade. Em paralelo, a escola, formadora de criticidade, deverá abordar a ideia entre alunos, com o envolvimento de profissionais especializados no assunto, tais como professores e doutores. Logo, a aplicação dessas medidas será capaz de apontar os caminhos necessários para amenizar esse padrão.