ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 02/02/2022

A cantora Beyoncé, na canção “Pretty Hurts”, exibe o quanto é sacrificante se manter dentro de padrões de beleza impostos pela sociedade. Sob esse viés, é imprescindível refletir sobre os malefícios que a busca pelo corpo idealizado pode promover na vida de uma pessoa. Logo, infere-se que os diversos danos à saúde física e mental são consequências do sentimento de frustração daquele que não consegue se enquadrar nos protótipos valorizados pelo senso comum.

A princípio, é preciso destacar que os padrões estéticos ditados pela mídia são inatingíveis para a maioria dos indivíduos. Nesse sentido, tem se o conceito de “Indústria Cultural”, dos filósofos e sociólogos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer, utilizado para se referir às corporações que incentivam a população a um estilo de vida irreal, objetivando-se o lucro. De forma análoga, o corpo tem sido alvo do capitalismo à medida que disseminadas ideias de que para se encaixar no tal arquétipo, é preciso mudar a si mesmo. Dessa forma, algumas pessoas se submetem a excessivos procedimentos estéticos e cirúrgicos que podem trazer efeitos negativos `a saúde, e quando muito invasivos, até levar o paciente a óbito.

Ademais, é inegável que os jovens são influenciados por tudo aquilo que ouvem e veem. À vista disso, além da alta baixa estima, são alvos propensos a desenvolverem transtornos alimentares como bulimia e anorexia ao tentarem encaixar-se no corpo idealizado que a sociedade impõe como bonito. Em ambos os casos, é válido ressaltar o quanto esses distúrbios são maléficos para o organismo de um ser humano, principalmente porque a juventude é a faixa etária mais acometida por problemas desse tipo. Prova disso é uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS) a qual revela que 10% dos adolescentes no mundo sofrem de doenças relacionadas à alimentação.

Em resumo, uma das críticas mais comuns sobre os padrões de beleza baseia-se no fato de que a existência desses modelos, longe de promover o respeito às diferenças que existem entre os indivíduos, nega sua pluralidade. Com isso, abre-se caminho para preconceito e estereótipos negativos. Portanto, cabe principalmente à mídia, grande influenciadora do público mais jovem e mais afetado pela problemática, lançar campanhas de valorização pela autoaceitação, como o movimento ‘Body positive’, em alta nas redes sociais. Assim, com a participação de artistas e especialistas no assunto, estimular o desenvolvimento de uma autoestima pessoal positiva nessas gerações.