ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 05/02/2022

A cantora Beyoncé, na canção “Pretty Hurts”, exibe o quanto é sacrificante se manter dentro de padrões de beleza impostos pela sociedade. Sob esse viés, é imprescindível refletir sobre os malefícios que a busca pelo corpo “perfeito” pode promover na vida de uma pessoa. Logo, infere-se que diversos danos à saúde mental e física são consequências do sentimento de frustração daqueles que não conseguem se enquadrar nesse protótipo valorizado pelo senso comum: bonito, jovem e malhado. Então, é urgente que algo seja feito para minimizar tal situação.

Nesse contexto, é preciso pontuar que os padrões estéticos ditados pela sociedade são impossíveis para a maioria dos indivíduos, podendo levá-los a quadros de depressão por não conseguirem atingi-los. Ademais, o conceito de “Indústria Cultural”, dos filósofos e sociólogos alemães Theodor Adorno e Max Horkheimer, é utilizado para se referir às mídias e aos mercados que incentivam a população a um estilo de vida dos sonhos, como ter um corpo esbelto, objetivando-se o lucro. Nesse sentido, o corpo tem sido alvo desse capitalismo, à medida que dissemina ideias de que é preciso mudar a si mesmo para se encaixar no tal arquétipo da aparência ideal. Dessa forma, algumas pessoas se submetem a excessivos procedimentos estéticos e cirúrgicos que podem trazer efeitos negativos à saúde física, quando muito invasivos e à saúde mental, caso os resultados não fiquem a contento das expectativas.         Além disso, mais de 90% dos jovens são influenciados por aquilo que ouvem e veem nas mídias sociais, de acordo com levantamento divulgado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil. À vista disso, além da alta baixa autoestima e da depressão, são alvos propensos a desenvolverem transtornos alimentares, como bulimia e anorexia, ao tentarem corresponder ao aspecto idealizado que a sociedade impõe como bonito. Nesse viés, é válido ressaltar o quanto esses distúrbios são maléficos para o organismo de um ser humano, principalmente, porque a juventude, a qual ainda está com a mente e o corpo em formação, é a faixa etária mais acometida por tais problemas. Prova disso é uma pesquisa da Organização Mundial da Saúde (OMS), que revela que 10% dos adolescentes no mundo sofrem de doenças relacionadas à alimentação.

Portanto, cabe principalmente à mídia, grande influenciadora do público jovem e mais afetado pela problemática, lançar campanhas de valorização pela autoaceitação, como o movimento ‘Body positive’ em alta nas redes sociais. Assim, a participação de artistas e especialistas no assunto conseguirá estimular nessa juventude o desenvolvimento de uma autoestima positiva.