ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 27/03/2022

“O importante não é viver, mas viver bem”. Para Platão, a condição de vida tem grande relevância transcendendo a da própria vivência. Todavia, no Brasil, essa não é uma realidade das pessoas com doenças mentais desencadeadas pela busca de um padrão estético. Dessarte, ao invés de empenhar-se para aproximar a realidade caracterizada por Platão da realidade concreta, a negligência estatal aliada a uma indiferença popular, contribuem para a manutenção desse imbróglio.

Por esse ângulo, Émilie Durkheim expressa que o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de generalidade, exterioridade e coercitividade. Nesse âmbito, a falta de assistência psicológica é uma atitude reprovável do Estado para com o fato social, haja vista que o Poder Público, não impede, de modo eficiente, as condutas indevidas de falta de verbas destinadas à saúde mental pública, corroborando para a persistência das doenças dessa natureza.

Ademais, é necessário frisar que a omissão popular é outra vertente a ser pleiteada. Nesse sentido, percebe-se que quando os indivíduos são indiferentes em relação ao enaltecimento de um determinado estereótipo - sem se preocuparem com as consequências danosas desse hábito - tem-se a falta de empatia social e a cooperação da ilegalidade. Outrossim, vale ressaltar o pensamento do ativista Norte Americano Martin Luther King que diz - “quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele” - ou seja, a postura faltosa do corpo social explicita o seu egoísmo velado. Sob esse aspecto, cabe não apenas intervir nos Poderes Governamentais, mas, também, na sociedade em geral.

Diante dos argumentos supracitados, são necessárias medidas para amenizar essa problemática. Para isso, o Poder Legislativo deve criar políticas públicas que destinem recursos financeiros para a manutenção do tratamento psicológico gratuito. Além disso, o Ministério da Educação, órgão responsável pelas diretrizes educacionais brasileiras, deve promover, dentro das redes públicas de ensino, por meio de verbas da União, palestras sobre os diferentes estereótipos existentes no país. Deixando à vista que ser diferente faz parte da essência de cada um, para que, assim, a busca por padrões de belezas idealizados seja obstada.