ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 09/05/2022

No Brasil, a demanda por procedimentos estéticos cresce cada vez mais. Estes procedimentos já fazem parte da realidade da maioria dos cidadãos, seguido de um fenômeno social chamado “Padrão de Beleza” que fora estabelecido na antiguidade, que predomina uma característica ou biótipo que represente as necessidades de um grupo social em detrimento do que é “visualmente agradável”. E como se sabe, até nos dias atuais existem certos padrões a serem seguidos, principalmente por veículos de marketing que exaltam padrões inalcançáveis por revistas, comerciais e anúncios publicitários, trazendo diversas consequências consigo.

Destarte, um dos principais resultados desse processo de padronização nos dias atuais é a constante luta de pessoas que não conseguem segui-lo, bombardeadas pela mídia que traz rostos e corpos estruturalmente magros e simétricos, e que acabam se autoflagelando a fim de obterem um físico socialmente aceito, dando mais ênfase ao “Corponormativismo”, um conceito que trata as pessoas sem deficiência como normais e que descriminaliza as que possuem, mesmo no Brasil, onde um quarto da população possui alguma deficiência - De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Advindo dessa cultura, vale ressaltar os descuidados na hora da realização de tais procedimentos estéticos, com diversas clínicas não especializadas podem surgir não só sequelas provindas dessas cirurgias, mas que pode ser fatal para quem a recebe em decorrência do ritual pré, peri e pós-operatório. Todos os anos no Brasil são registrados centenas de casos que falam sobre procedimentos estéticos clandestinos que deram errado, geralmente encabeçada por falsos médicos ou não aptos às cirurgias.

Analisando as perspectivas apresentadas, é nítido que a principal causa desses problemas é a idealização da aparência, no entanto, a atenção social disso é essencial para a saúde e bem-estar. Devem ser tomadas iniciativas pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura) para projetar e colaborar com programas de autoaceitação e inclusão social, para mostrar a todos que a saúde emocional é tão importante quanto a saúde fisiológica.