ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 19/09/2022
Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: A Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito à informação legítima. Entretanto, padrões de beleza impostos de forma manipuladora e errônea, impedem a conclusão do direto e afetam a sociedade com suas consequências. Sob tal ótica, pressupõe que se combata a invisibilidade do grupo social afetado, e juntamente a omissão do Estado perante o assunto.
A priori, é imperioso destacar que a Declaração Universal dos Direitos Humanos, - promulgada em 1948 pela ONU - assegura que todos os indivíduos fazem jus a direitos básicos, como exemplo, a inclusão social, porém o fato da imposição de padrões de beleza inalcançáveis e ilusórios faz com que parte da sociedade, através da comparação, sinta-se inferior e excluída. Segundo dados da Ouvidoria Nacional dos Direito Humanos, 92% das mulheres tiveram ou têm problemas alimentares ou psicológicos ocasionados pela pressão estética ou baixa autoestima. Portanto, caso continue como forma de tratamento a manipulação e a invisibilidade às vítimas, os direitos de 1988 permanecerão como privilégios.
Outrossim, a inércia estatal inviabiliza a melhoria da situação atual. A esse respeito o filósofo inglês John Locke, criou o conceito de “Contrato Social”, a partir do qual os cidadãos devem confiar no estado que, por sua vez, garante os direitos inalienáveis à população. Todavia, a dificuldade vivenciada pelos utentes de tais manipulações, evidencia que o Poder Público se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, findando a um grupo social vítima de padrões da sociedade e sem o devido apoio governamental. Desse modo, enquanto se mantiver a omissão estatal, o cidadão será sujeito a conviver sem a conclusão de seus direitos.
Destarte, é mister que medidas sejam tomadas a fim de combater a problemática. Desse modo, as instituições escolares - responsáveis pela transformação social - devem ensinar os jovens a reivindicarem melhorias em relação às manipulações, por meio de projetos pedagógicos, como palestras, com uso da função conativa da linguagem convencendo-os a busca por seus direitos e a auto-conscientização. Feito isso, de modo gradual romper a inércia estatal e garantir o tratamento previsto pelas Nações Unidas deixando de ser, em breve, uma utopia no Brasil.