ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 01/07/2022
De acordo com um estudo publicado pelo grupo Kantar Brasil, foi constatado que cerca de 20% das mulheres brasileiras sofrem com baixa autoestima. Conforme essa pesquisa, diversas entrevistadas relataram passar horas editando suas fotos nas redes sociais, fazendo com que elas pareçam alguém que não são. Nesse sentido, a busca por um padrão irreal de beleza, que vem sendo dimensificado cada vez mais pelas mídias sociais, apenas acarreta a infelicidade dos indíviduos ao perceberem não serem capazes de alcançar o inalcançável.
Dessa forma, veículos de mídia, indústria de cosméticos e cirurgias plásticas sempre inovam nas tentativas de fazer com que o consumidor sinta que para atingir o impossível padrão ideal de beleza, seja necessário que ele adquira seu produto. Segundo o levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Cirurgias Plásticas (SBCP), estima-se que o Brasil ocupa a primeira colocação no ranking de nações que mais efetuam cirurgias plásticas, sendo as operações de maior execução a cirurgia de implante de silicone nas mamas e rinoplastia. De acordo com a matéria, é constatado que a popularidade das cirurgias estéticas, principalmente em jovens de 19 a 35 anos, seja causada pela influência da mídia e redes sociais.
Apesar de poder parecer apenas excesso de vaidade, a busca pelo padrão de beleza pode causar severos problemas a longo prazo. De acordo com a matéria publicada pela Cellera Farma, cerca de 4 milhões de pessoas sofrem com transtorno dismórfico corporal no Brasil, que usualmente vem acompanhado de outros transtornos, como depressão, bulimia e anorexia, que são amplificados em decorrência da influência onipresente das redes sociais.
Em síntese, a influência da mídia encontra-se presente em todos os aspectos quando trata-se de autoestima, principalmente em relação a crianças e adolescentes. Urge, portanto, a necessidade de intervenção do Estado para que indivíduos nessas idades menos avançadas não tenham acesso tão facilitado para esse tipo de conteúdo, que pode ser muito prejudicial para eles. Há a necessidade de censura por parte da Secretaria Nacional do Audiovisual de conteúdos potencialmente nocivos para jovens. Assim, as estatísticas apresentadas pelas próximas pesquisas pautadas sobre autoestima feitas pelo grupo Kantar sejam cada vez menores, e assim jovens possam conviver sem que odeiem o próprio corpo.