ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 10/05/2023

Desde o Renascimento, período histórico que trouxe a exaltação do ser humano, observa-se a imposição do padrão de beleza vigente daquela época. Nesse contexto, as mulheres faziam de tudo para se enquadrarem ao meio, com o uso de espartilhos para afinar a cintura ou até chumbo para clarear a pele, procedimentos muito invasivos e prejudiciais. Hodiernamente, nota-se semelhança com a atualidade brasileira, visto que, a busca por padrões de beleza não ficou no passado. Logo, é necessário problematizar as causas e solucionar as consequências, tais como os transtornos alimentares e as cirurgias plásticas.

Nesse viés, é imprescindível pontuar que a mídia e o mercado da beleza estão intimamente ligados à problemática, pois, o reforço das ideias padronizadas do que é “belo ou feio” são vendidos diariamente para beneficiar o comércio de produtos ou serviços dessa indústria. Segundo Oscar Wilde: “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”, então, contextualiza-se a necessidade de questionar essa imposição midiática e abrir os olhos da sociedade a fim de sanar a alienação. Isso porque essa conduta incentiva o aumento de intervenções cirúrgicas por razões estéticas, o que é perigoso.

Ademais, o desenvolvimento de transtornos alimentares também é um resultado comum e danoso do “corpo dos sonhos”. A obsessão pela busca do corpo perfeito inatingível pode causar sérios riscos á saúde coletiva, tais como bulimia ou anorexia, que podem levar esses indivíduos à morte. A esse respeito, Mahatma Gandhi afirma que: “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver”, dessa forma é indispensável romper esse ciclo e lutar por devidas mudanças. Assim, medidas devem ser tomadas com o objetivo de prover políticas públicas e prezar pela vida da população equitativamente.

Portanto, cabe ao governo analisar as principais maneiras de quebrar essa barreira, como a promoção de campanhas contra a idealização da “perfeição imaginária” e a estimulação da diversidade e liberdade estética por meio de intervenções midiáticas governamentais. Somado a isso, o Ministério da Saúde deve cuidar da profissionalização de funcionários especializados em transtornos alimentares a fim de tratar as vítimas dessa doentia obsessão.