ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados
Enviada em 18/07/2023
Em um de seus episódios a série de televisão “A Anatomia de Grey” retrata o drama de Jennifer, uma adolescente, que foi até o México, sem o conhecimento de seus pais, para realizar uma abdominoplastia, cirurgia que retira o excesso de gordura do abdômen, e acabou contraindo uma infecção. Atualmente, no Brasil, infelizmente, boa parte dos jovens se arrisca como Jennifer, graças a busca por padrões de beleza idealizados, que como consequência afeta aumenta o índice de transtornos alimentares entre eles e afeta suas relações sociais.
Diante disso, o aumento do índice de transtornos alimentares entre jovens é um dos efeitos da busca por padrões de beleza irreais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a quantidade de adolescentes que sofrem desses transtornos cresceu 60% após o advento da internet. Em vista disso, pode-se perceber que após do crescimento da internet a taxa cresceu de forma exorbitante, o que acontece graças à normalização da publicação de fotos e vídeos com corpos extremamente editados, que leva juventude brasileira a se comparar de uma forma extremamente prejudicial e resulta no aumento dos distúrbios alimentares.
Além disso, as relações sociais são afetadas pela procura do problema. Segundo a BBC (Corporação Britânica de Radiodifusão), cerca de 80% das pessoas fora do padrão relatam ter problemas para se relacionar com pessoas, de forma amorosa ou amigável. Diante o exposto, entende-se como as relações são prejudicadas pela problemática, o que acontece porque além do indivíduo buscar estar no padrão ele quer se relacionar apenas com quem também está nele, por não quererem ouvir comentários insultuosos sobre a aparência de seu parceiro.
Desse modo, uma das principais consequências da busca por padrões de beleza é o aumento da taxa de transtornos alimentares no país. Por isso, cabe ao governo federal, junto ao Ministério da Saúde, fornecer recursos para que todos os postos de saúde tenham condições de fornecer atendimento para quem sofre do problema, como consultas com psicólogos e nutricionistas, por meio de um projeto, que irá selecionar as unidades básicas de saúde que necessitam desses recursos e os disponibilizar a elas, o que tornaria o cuidado com a saúde mental mais acessível para quem sofre de distúrbios alimentares.