ENEM PPL 2017 - Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Enviada em 02/05/2025

No filme “A Substância”, a personagem Sue é estilizada para se assemelhar a uma modelo “fitness estereotipada”, refletindo a obsessão pela juventude e os padrões de beleza impostos pela sociedade. Sob está ótica, encontra-se a realidade de muitos brasileiros, que em parte, tentam atingir, incansavelmente, um corpo idealizado “perfeito” e se aproximar dos ideiais de beleza. Ademais, deve ser sanado a questão da pressão midiática (por busca da estética) e a objetificação do corpo perfeito construídos na comunidade brasileira.

Em primeira análise, cabe ressaltar a pressão que o papel dos veículos comunicativos, nesta modelagem, atua no comportamento de massa. Sob a perspectiva da socióloga Hannah Arendt, “a massificação da comunidade afasta os indivíduos de reflexões morais e de preocupações coletivas. Contudo, a mídia brasileira foge dessa premissa, visto que apresenta à população, padrões de beleza completamente artificiais e influenciáveis. Por meio das propagandas, as indústrias se cosméticos e estética fomentam, cada vez mais, o consumo e a criação de novos padrões. Com isso, a população desenvolve transtornos mentais relacionados a frustração de não se encaixar no ideal que lhes é imposto, aumentando, assim, as estatísticas desse viés.

Outrossim, é a objetificação do corpo perfeito, sobretudo o feminino, um fator contribuinte à busca por padrões de beleza idealizados no Brasil. De acordo com o jornal da Universidade de São Paulo (USP), cresce em mais de 140% o número de procedimentos estéticos, até mesmo em jovens, pela busca de aceitação na sociedade. Diante desse problema, torna-se alarmante a ausência da dignidade humana na sociedade, contribuindo à objetificação do corpo humano, principalmente quando a individualidade dos brasileiros é retirada, e estas são exibidas pelo seu corpo. Consequentemente, esta busca por padrões nocivos pode levar ao assédio sexual, moral, afetando o bem-estar da população brasileira.

Fica exposta, portando, a necessidade de medidas para mitigar a busca por padrões de beleza idealizados. Destarte, o Ministério das Comunicações deve proibir a utilização de imagens que passaram por edições bruscas e não condizem com a realidade, a fim de fortalecer a autoestima e a saúde mental, ultrapassando