ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil

Enviada em 20/10/2025

O livro ´´Quarto de Despejo´´, escrito por Carolina Maria de Jesus, relata a dificuldade econômica vivenciada em ambientes hostis e de difícil apoio social no século XX. Consoantemente, no Brasil atual, nota-se a perpetuação dessa dificuldade devido à falta de maneiras efetivas de organização social. Deste modo, faz-se necessária uma análise sobre os principais fatores dessa problemática, o monopólio econômico no país e a inação estatal em proteger o bem-estar do povo.

Primeiramente, a concentração de renda e de terras aos mais ricos impossibilita uma sociedade economicamente justa. Em paralelo, o ativista pela reforma agrária Chico Mendes defendia que o latifúndio gera desigualdade, permitindo a fome e problemas econômicos. Sob esse viés, nota-se que a maneira como o país organizou-se, permitindo acumulo de renda, sufucou iniciativas comunitárias de geração de renda, como a agricultura familiar ou pequenos empreendimentos, impossibilitando a ascensão social dos mais pobres, manentendo a desigualdade, conforme dados do Movimento dos Trabalhadores sem Terra -MST-. Desta maneira, o monopólio econômico no país é cúmplice da injustiça social.

Outrossim, a incapacidade do Estado em garantir acesso à ascensão econômica dos mais pobre é determinante para a manutenção da miséria. Sob esse viés, o filósofo Nicolau Maquiavel defende que o papel do governante é agir em defesa do seu povo, garantindo o bem-estar social. Todavia, a perpetuação da desigualdade econômica, associada a falta de apoio a projetos geradores de renda para a população pobre mantém a probreza nacional, com mais de 8 milhões de pessoas na faixa da miséria, conforme exposto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE-. Esse fato explana o Estado como cúmplice da miséria.

Diante do exposto, urge ação do Governo Federal para organizar a sociedade de maneira à enfrentar a desigualdade econômica. Portanto, faz-se necessária ação do Ministério da Econômica -órgão responsável pelo cenário econômico nacional-, criar uma campanha, por meio das redes analógicas e digitais, com o intuito de incentivar oficinas profissionalizantes nos centros comunitários, assim como gerar o debate à distribuição de renda no país. Assim, o país conseguirá organizar uma sociedade mais justa e igualitária, permitindo o avanço social à nação.