ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil

Enviada em 27/08/2019

Mohammed Yunus, conhecido como banqueiro dos pobres, ganhou o Prêmio Nobel em 2006 por ajudar diversas famílias em Bangladesh a sair da linha da miséria com o empréstimo de microcréditos, sendo uma opção para aqueles que não tinham trabalho. Atualmente no Brasil, é vivenciada uma crise econômica que tem gerado um aumento na taxa de desemprego. Diante desse cenário, é notável a necessidade de maneiras alternativas de organização social para que essa crise seja superada.

Primeiramente, observa-se na economia solidária uma opção à falta de emprego no país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2019 a taxa de desemprego no Brasil chega a 12,5%. Nesse sentido, formas não tradicionais de trabalho têm surgido, como por exemplo cooperativas de agricultura familiar, que produzem e vendem em feiras nas cidades produtos orgânicos. Além dessas cooperativas, existem outras, geralmente formadas por pessoas com o mesmo ofício, como cooperativa de costureiras e marceneiros. Essas associações, que trabalham juntas e dividem tanto seu lucro como o prejuízo, são uma alternativa para os brasileiros sem trabalho. Em segundo plano, novas empresas independentes de tecnologia têm surgido no mercado.

As “startups”, como Uber, Ifood e Rappi, geralmente oferecem serviços relacionados à inovação e tecnologia e vão desde serviços de mobilidade e entrega à empresas de marketing e criação de games. Assim observa-se que no mercado tecnológico, em amplo crescimento no século XX, podem haver oportunidades para superar o desemprego nacional. Entretanto, um ponto negativo dessa modalidade de trabalho, é a falta de reação fixa com o empregador, pois o empregado não tem carteira assinada, logo não conta com os direitos trabalhistas da CLT.

Dessa forma, fica evidente que uma mudança na maneira de organização social e econômica é necessária para que os efeitos da crise econômica sejam reduzidos. Para tanto, o Estado, por meio do Ministério da Economia e do Desenvolvimento, pode estimular meio alternativos de trabalho, com aumento de verba para fornecer empréstimos a microempreendedores com juros mais baixos, intermediado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Dessa forma, assim como fez Yunus com o microcrédito, essa medida pode mitigar a situação dos mais pobres no país.