ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil

Enviada em 18/09/2019

O índice de desemprego, no Brasil, ultrapassou, em 2018, a marca dos doze por cento, conforme dados do IBGE. Entretanto, esse cenário não é apenas um reflexo da crise econômica, mas também da fragilidade do mercado de trabalho. Além disso, a citada problemática social é intensificada devido à desorganização sindical dos trabalhadores.

A princípio, observa-se que, no Brasil, não há uma cultura de fomento à qualificação profissional. Como leciona o jurista Carlos Ayres Britto, na obra “O humanismo como categoria constitucional”, a educação é um direito social básico dos cidadãos e um dever negligenciado pelo Estado. Com efeito, é necessário superar esse cenário de negligência, com o objetivo de que seja realizado um esforço governamental para instrumentalizar o mercado de trabalho brasileiro. Sendo assim, será possível enfrentar os problemas econômicos com solidez.

Outrossim, a falta de atuação sindical fragiliza a classe trabalhadora. Prova disso é a resposta do setor empresarial à atual crise econômica: demissão em massa. Logo, é imprescindível que haja uma estruturação das categorias profissionais para lutar por seus direitos sociais, principalmente, em momentos de crise. Conforme ensinamentos de Zygmunt Bauman, na obra “Modernidade Líquida”, na pós-modernidade impera a cultura do individualismo. Essa cultura justifica o atual modelo econômico, o capitalismo, que objetiva apenas o lucro. Desse modo, somente com a união dos trabalhadores será possível combater o individualismo.

Assim, o Ministério da Educação deve investir na criação de escolas técnicas, para consolidar um mercado de trabalho mais preparado, a fim de enfrentar com destreza os problemas econômicos. Ademais, a classe trabalhadora necessita se organizar, por meio de sindicatos, com o objetivo de, unidos, mostrarem a sua força, para garantir os seus direitos sociais, mesmo em tempos de crise. Então, será possível superar o individualismo que impera na sociedade do capital, descrita por Bauman.