ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 19/09/2019
Em 2014, teve início a mais longa crise financeira vivida no Brasil. Desencadeada pela crise americana de 2008 e pela crise política brasileira, o país viu seus cidadãos desempregados e sem perspectiva de recuperação a curto prazo. Em tempos de crise, a sociedade busca alternativas para suprir suas necessidades financeiras e é nesse contexto que profissionais capacitados passam a exercer funções diversas da sua formação. Essa problemática é efeito de um ciclo econômico que só pode ser mitigada pelo Governo.
Segundo o economista Joseph Schumpeter, a economia é um ciclo e as crises econômicas são inevitáveis e inerentes ao capitalismo. Em complemento, um dos principais impactos é o aumento do desemprego, que reduz a capacidade financeira das famílias, agravando a crise. Nessa vertente, durante a crise de 2014 o número de desempregados mais que dobrou, alcançando a casa dos 13 milhões de pessoas. É nesse contexto que a sociedade busca se adaptar para enfrentar a depressão econômica.
Outro aspecto relevante sobre o desemprego é que profissionais são obrigados a buscar outras formas de trabalho para colocar comida à mesa. Muitas pessoas passam a fazer bicos ou usam a tecnologia como ganha-pão provisório. Segundo a empresa de transportes UBER, entre 2016 e 2017, os negócios no Brasil cresceram 306%. Não é difícil encontrar engenheiros e administradores desempregados, fazendo rotas no aplicativo para sobreviverem. O grande problema é que esses bicos, por vezes não são suficientes para a família e também não garantem os direitos básicos trabalhistas como Férias, 13º salário e FGTS.
Enfim, sobreviver a uma crise econômica não é tarefa simples para uma sociedade. No entanto, o Governo Federal, na forma do Ministério da Fazenda e da Economia, deve elaborar e aplicar projetos que visem blindar a economia, através da destinação de investimentos que fortaleçam as industrias internas e a infraestrutura do país. Dessa forma, a economia brasileira estaria melhor preparada para o impacto, o que concluiria por minimizar os efeitos das crises financeiras que, certamente, continuarão por vir.