ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil

Enviada em 25/10/2019

Após o fim da Grande Guerra, o mundo é abarcado pela terrível Crise de 1929, na qual a população se viu despreparada com o surgimento das adversidades. Contudo, são justamente momentos similares a esse que, em prol do bem comum e do combatimento dos problemas, instigam a criatividade e unem os indivíduos. Dessa forma, é preciso discutir como isso afeta as classes mais socioeconomicamente fragilizadas. Ademais, é notório o papel do cooperativismo no desenvolvimento comunitário e pessoal.

Em primeiro plano, segundo a Constituição Federal, o princípio da dignidade humana faz-se um valor fundamental no pleno exercício da cidadania. Entretanto, desfavoráveis conjunturas econômicas tendem a inibir o acesso de certas categorias, sobretudo, aquelas já carentes na questão de direitos. Posto isso, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, dados de 2017 revelam que a taxa de desemprego é, aproximadamente, de 12%, porém nos grupos de mulheres, negros e baixa escolaridade os números se acentuam. Logo, é perceptível que se forma um paradoxo, no qual se espera maior capacitação dessas populações, todavia, como é possível que a façam, quando o capital é desvalorizado ou inexistente e o mercado de trabalho possui preferência por perfis mais privilegiados pela estrutura social.

Outrossim, de acordo com Friedrich Schiller, “não há homem que, se puder ganhar o máximo, se contente com o mínimo”. Desse modo, a lei do lucro é o que direciona os padrões e as normas em uma sociedade capitalista que, não raramente, nega a presença de pessoas e espaços desfavorecidos. No entanto, o modelo das cooperativas subverte essa lógica, que se institui pelo valor democrático, dispondo de maior preocupação e interesse social. Dessarte, consoante à Organização das Cooperativas Brasileiras, essas empresas geram mais de trezentos e sessenta mil empregos no país, sendo que, em mais de quatrocentas cidades, são as únicas entidades financeiras disponíveis. Por isso, elas têm importante função na redução das desigualdades e no desenvolvimento das comunidades, visto que com moldes diversos e interdependentes, se fortalecem no coletivo.

Portanto, a fim de minorar os impactos das complicações econômicas, o Governo Federal precisa empregar medidas que visam ampliar o acesso à dignidade humana. Isso posto, o Ministério do Trabalho deve dispor incentivos fiscais para abertura de cooperativas, objetivando expandir o número desses negócios principalmente em regiões carentes. Além disso, ofertar, por meio de programas e serviços governamentais, cursos de capacitação e consultas profissionais para essas instituições. Assim, é possível melhorar o progresso da nação com respeito aos direitos de todos.