ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 29/10/2019
A crise econômica que se iniciou em 2014 – culminando no impeachment de Dilma Rousseff – tem como principal consequência a recessão e o aumento das taxas de desemprego. A fim de cortar gastos, as empresas afetadas por essa crise demitiram seus funcionários, deixando um rastro de cerca de 12 milhões de desempregados. Desse medo, como objetivo de minimizar os efeitos da crise, os brasileiros tem disputado espaço nos empregos informais e no mercado dos autônomos.
Em virtude da dificuldade de obter uma carteira assinada, em torno de 41,3% da população brasileira já está no mercado informal, segundo o portal de notícias do G1. Visto que o trabalho não-formal não requer pagamentos de contribuição a sindicatos ou ao INSS, a burocratização do trabalho é quase inexistente. A exemplo, um vendedor de fones de ouvido, que cumpre sua jornada pelos trens do centro de São Paulo, compra sua mercadoria livre de impostos e sem emitir nota fiscal, tem praticamente 100% de lucro. Dessa forma, não há distinção de valores entre salários bruto e líquido, ao passo que num formal haveria.
Ademais, embora o emprego informal seja aparentemente mais benéfico economicamente ao brasileiro, o cadastro de pessoas físicas abrindo pequenas empresas tem aumentado 2,1% ao ano, segundo o jornal Folha de Londrina. Flexibilidade de horário, autoridade sobre seu próprio serviço e, é claro, uma esperança de gerar altos valores de capital são alguns dos motivos que levam as pessoas a aceitar burocratizações fiscais em detrimento das menores taxas de lucros – se relacionados aos trabalhos informais.
Logo, afim de diminuir os adeptos do mercado não-formal e fazê-los migrar ao autônomo, é preciso que o ministério da Economia junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento – BNDS – tome algumas medidas como: incentivar através de campanhas midiáticas, expondo os benefícios de se abrir um negócio na legalidade, tais como a volta dos impostos recolhidos na forma de melhorias no país, além de incentivar por meio de empréstimos as novas empresas abertas, a juros baixos para que o autônomo tenha tamanha oportunidade de lucro quanto num trabalho informal.