ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 30/10/2019
A crise econômica de 1929 (ou Grande Depressão), foi um período de recessão econômica que causou altas taxas de desemprego, queda do produto interno bruto, queda na produção industrial, um verdadeiro caos. Como forma de reerguer a economia, cria-se o “New Deal” (novo acordo), em que permite a participação direta do Estado na economia, inicia-se então o investimento em setores básicos da indústria, criação de políticas de emprego e afins. Ao se prosseguir na linha do tempo, percebe-se uma semelhança no quadro econômico -em crise- no Brasil, o que exige do governo uma maior atenção, além de medidas organizadoras da sociedade.
Indubitavelmente, o Brasil vivencia um problema estrutural de crescimento nas despesas públicas e estagnação da produtividade. De acordo com dados do Tesouro Nacional, o custo para manter as despesas do Estado cresceu 917% entre 1997 e 2018; o Índice de Atividade Econômica do Banco Central mostrou uma retração na produtividade de 0,4% (no período de janeiro a dezembro de 2018). Diante disso, é primordial que o país reconheça seus limites e faça escolhas de forma a evitar gastos e retrocessos econômicos.
Por conseguinte, uma das consequências dos problemas econômicos do país (e um fator que contribui para a queda da produtividade) é a recorrência, dos cidadãos, ao trabalho informal. Por não haver uma estabilidade e, um uso não intensivo de capital físico, acarreta ainda mais para a instabilidade financeira. É imprescindível que o governo invista em um ambiente mais favorável à geração de emprego formal e produtivo ( como na área tributária e trabalhista), no intuito de erradicar com medidas desesperadoras do cidadão em adquirir dinheiro e, consequentemente, conquistar uma economia estável e satisfatória.
Medidas, portanto, devem serem feitas para resolver esse impasse. O Ministério da Economia poderia inserir na grade curricular aulas de educação financeira, de forma a criar, desde a infância, um indivíduo com consciência política, que possui o interesse de acompanhar e participar efetivamente da economia nacional. Como outra solução complementar, o Ministério do Trabalho fornecer cursos gratuitos (ou mesmo um ensino médio profissionalizante) voltado ao micro empreendedorismo individual, haja vista a necessidade da retomada do crescimento financeiro e da geração de vagas no setor formal.