ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 25/09/2022
Pobreza. Desemprego. Desigualdade. Essa enumeração representa os problemas econômicos enfrentados pelos brasileiros, causados por uma forma de organização que privilegia as elites econômicas ao vilipendiar as ONGS e os serviços públicos. Portanto, novos modelos econômicos que valorizam a coletividade surgiram como forma de suprir a ineficiência do Estado.
Por esse viés, a falta de impessoalidade nas ações governamentais demonstra a defesa de interesses particulares. Nesse sentido, para o filósofo John Rawls, a promoção de uma sociedade justa depende que o Estado vista um “Véu da ignorância”, isto é, tome decisões, desconsiderando religião, gênero e posição econômica. Com isso, a falta de verbas e de profissionais especializados, além das estruturas precárias, em hospitais e em escolas públicas é reflexo de uma sociedade patrimonialista, que não distingue o privado do público. Sendo assim, para resolução dessa problemática cabe a população eleger candidatos que priorizam o bem-estar coletivo.
Por conseguinte, como alternativa de combate a fome e ao desemprego surgiram novas formas de organização. Sob essa perspectiva, o Estado transformou-se em uma “instituição zumbi”, termo cunhado por Zygmunt Bauman para definir instituições que se comportam como mortos vivos por existirem, mas não cumprirem sua função. A partir desse cenário de inoperância foram criados moedas sociais, bancos comunitários e uma economia solidária, projetos que buscam atenuar as desigualdades, uma vez que promovem meios para amenizar a diminuição do poder de compra. Logo, é evidente o papel de outros modelos de organização para superação da infeliz realidade de abandono social pelo governo.
Dessarte, é mister que a sociedade civil estimule, por meio de campanhas, folhetos informativos e discussões públicas, o estudo das propostas dos candidatos as eleições. Tudo isso, a fim de eleger políticos que combatam práticas patrimonialistas. Dessa maneira, formando uma sociedade mais justa e que não necessita de formas de organização alternativas para suprir a o descaso das instituições públicas.