ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil

Enviada em 05/09/2020

Bauman,grande sociólogo polonês,aponta para uma verdade incontestável de que,em contraponto à moral fixa e às bases sólidas das sociedades anteriores,a volatilidade das diversas relações humanas é a marca da contemporaneidade.Nesse sentido,destacam-se problemáticas oriundas da incerteza e falta de planejamento das questões do mercado de trabalho,sobretudo no que tange às formas de organização da sociedade para a sobrevivência,ora pela manutenção da “divisão socioeconômica” entre os países,ora pela perda de direitos constitucionais.

Em primeira análise,é importante destacar que,em conformidade aos propostos da era mercantilista do século 16,nos quais citavam-se os países do norte como manufatureiros e os países sulistas como exportadores de matéria-prima;no hodierno,as regiões desenvolvidas fabricam produtos tecnológicos de alto valor agregado,e as áreas subdesenvolvidas ou emergentes produzem commodities desvalorizadas.Sob esse ponto de vista,reconhecem-se os imbróglios econômicos no Brasil como barreiras à superação da DIT,Divisão Internacional do Trabalho,uma vez que a crise interfere tanto no poder de compra dos indivíduos,quanto nas possibilidades de incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento.

Por conseguinte,em um contexto social turbulento,urge grandes dificuldades no acesso ao emprego formal que causam a busca de empregos subalternos pelos indivíduos necessitados.Dessarte,vale ressaltar o Artigo Sexto da Constituição Federal Brasileira,no qual,além de diversos quesitos sociais inseridos,destaca-se o direito do trabalho formal no país,com previdência social e carga horária máxima.Contudo,embora seja garantido o emprego digno por lei,sabe-se que,na prática,há milhões de trabalhadores informais e outros milhões de desempregados,que buscam aplicativos de trabalho como o “Uber” e o “Airbnb” como forma de sobrevivência,ausentando-se,principalmente,dos direitos como carteira assinada e seguro-desemprego.

Portanto,em uma conjuntura social que almeja combater grandezas como essa,faz-se necessário não apenas debates frívolos,mas ações factíveis que possam,direta ou indiretamente,amenizar a problemática em questão.Logo,o Ministério do Trabalho,com o fito de minorar a falta de direitos básicos do trabalhador informal,deve propor reuniões com os CEOs das empresas que apresentam o maior número de empregados nessa situação,apresentando propostas de condições mínimas necessárias aos trabalhadores,por meio de políticas públicas e ações privadas,estabelecendo formas de previdência especiais aos funcionários com mais de 60 anos ou 30 anos de serviço.Dessa maneira,almejando a efetivação da Carta Magna,espera-se melhorar condição de vida do cidadão brasileiro.