ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 03/10/2020
O ‘‘Eudemonismo’’ é uma doutrina ética, proposta pelo filósofo Aristóteles, que afirma ser a felicidade a causa final dos atos humanos. No entanto, no Brasil, essa finalidade tem sido barrada devido à baixa organização social no que se refere ao enfrentamento de crises econômicas. Tal situação implica no aumento de trabalhadores informais e deriva da baixa atuação estatal na contenção da problemática.
Em primeiro plano, é importante destacar que uma parcela da população recorre a trabalhos informais, especialmente durantes períodos de recessões econômicas, para manter ao menos uma renda, mesmo que não seja fixa. Segundo o IBGE, cerca de 40 milhões de brasileiros são trabalhadores informais, ou seja, não gostam dos direitos que só o trabalho formal fornece, como uma renda fixa, uma jornada de trabalho digna etc. Exemplificando, o setor de transportes é um dos que mais se destacam no trabalho informal, de acordo com o IBGE, são cerca de 200 mil novos motoristas de aplicativos ao ano, despidos de férias remuneradas, seguro desemprego e outros direitos. Sendo assim, faz-se necessária a implementação de uma educação financeira popular, que inclua o debate acerca do trabalho informal.
Em segundo plano, é necessário destacar que tal problemática deriva da baixa atuação das autoridades na atenuação do cenário deletério retratado. Devido à falta de uma educação financeira, os cidadãos ainda recorrem aos trabalhos informais, principalmente em crises econômicas, por não possuírem conhecimento acerca dos direitos que não são garantidos na informalidade. Analogamente, Thomas Hobbes, em sua obra ‘‘Leviatã’’, declara ser dever do Estado garantir a harmonia social, já que, segundo ele, o homem é mau por natureza, logo, precisa que o Estado regule as relações humanas para inibir seu estado natural.
Portanto, o Estado deve produzir medidas que atenuem o avanço da adversidade no Brasil. Logo, o Ministério da Educação, por meio de capital fornecido pelo Tribunal de Contas da União, deve fornecer cursos de educação financeira para que os cidadãos saibam dos malefícios do trabalho informal, e aprenda novos modos de contornar problemas econômicos. Assim, será possível reverter esse quadro negativo e atingir o eudemonismo aristotélico: a felicidade.