ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil

Enviada em 23/11/2020

O Brasil é marcado por um legado colonial de apropriação e exploração econômica pela metrópole. Ao longo dos anos, os reflexos desta exploração são visíveis nas desigualdades e formas de organização social. Portanto é necessário compreender as formas e o que leva a estas organizações a fim de enfrentar os problemas econômicos no Brasil, evidenciando como principais fatores a má distribuição de terras e de renda.

É indubitável que a má distribuição de terras contribui para a desigualdade social e econômica no Brasil. Desta maneira, de acordo com a constituição de 1988 todo cidadão tem direito a moradia e a dignidade. Porém, o que se observa é a grande concentração de terra nas mãos de latifundiários e grandes empresários. Deste modo, pequenas famílias praticantes de agricultura de subsistência são suprimidas por esse sistema e forçadas a migrar para a cidade, muitas vezes com trabalho informal, em busca de sustento. Por fim, agravando modificações na organização social e intensificando as desigualdades econômicas.

Outrossim, é fato que a má distribuição de renda contribui para os problemas econômicos sofridos pela sociedade. Nesse interim, segundo dados do IBGE, por volta de 50% da renda total da população brasileira está nas mãos de cerca de 1% dos brasileiros. Desse modo, torna-se evidente que o agravo dos problemas econômicos são intensificados pela concentração de renda, uma vez que parte da população assalariada ou informal, que mantêm grande parte da economia, é suprimida e explorada cada vez mais por uma elite que visa o lucro e a manutenção de grandes fortunas.

Logo, são necessárias intervenções para auxiliar organizações sociais prejudicadas e minimizar os problemas econômicos no Brasil. Nesse contexto, o Estado, como mediador dos interesses dos cidadãos, deve proporcionar a distribuição de terras, por meio de proposta de reforma agrária, a fim de assistir a pequenas família e agricultores sem terra, com agricultura de subsistência e condições dignas de vida. Ademais, o poder legislativo deve taxar grandes fortunas, por meio da criação de legislação específica, com o objetivo de utilizar tais recursos financeiros para programas de auxilio a trabalhadores autônomos e de baixa renda. Nesse sentido, as organizações sociais serão mais equilibradas e os problemas econômicos, a longo prazo, atênuados.