ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 08/01/2021
Com o estopim da Crise de 1929 em Nova York, a economia brasileira, que era sustentada pelo café, foi intensamente abalada. Com isso, surgiu a necessidade de uma economia diversificada e organizada. Nesse contexto, as formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos ainda se mostram demasiado homogêneas e escassas, sendo imperiosa a ampliação de mediadas a fim amenizar os impactos ocasionados por esse cenário. Para tanto, deve-se ponderar a importância de educar a sociedade sobre a economia com o propósito de ampliar as maneiras de contornar possíveis crises.
Em princípio, vale dizer que a sociedade brasileira faz-se néscia no quesito econômico. Nesse sentido, a carência de sabedoria da populção a cerca dos setores financeiros implica a ausênica de projeitos de organização social, os quais saibam lidar com impasses econômicos de forma racional. Analogamente, o sociólogo Francis Bacon cita que “saber é poder”, nesse caso, o conhecimento sobre a temática reverbera domínio econômico. Além disso, Zygmunt Bauman descreve uma geração endividada, uma vez que não possui o devido controle sobre o capital. Logo, sem educação financeira a sociedade não consegue se organizar de forma eficiente para enfretar os problemas econômicos.
Em virtude disso, a condição supracitada acaba por deeriorar a diversidade econômica, um fator essencial para contornar crises. Nesse âmbito, Norbet Elias assinala que a diversidade de serviços na sociedade caracteriza a teia de interdependência, complexa e necessária. Nesse viés, a falta de educação financeira desestimula os jovens a ampliarem suas perspectivas e enriquecerem essa teia - os serviços autônomos, por exemplo, são pouco estimulados nas escolas. Assim, encaminhar os jovens a horizontes diversos da economia constitui uma forma de de gerir eventuais crises, ao fortacelecer a teia de interdependência pontuada por Norbert Elias.
Em síntese, medidas devem ser efetivadas para intensificar e incentivar as formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil. Dessa forma, o Ministério da Educação deve inserir na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a educação financeira - a qual ensine sobre poupar, gastar e investir - com vistas a educar as futuras gerações economia, mas também, proporcionar domínio sobre o capital. Ademais, o governo federal deve instigar jovens e adultos a criarem servições autônomos, por meio de incentivo financeiro, a fim de engajar a população ao cenário econômico do país. Desse modo, erros cometidos no período que antecede o ano de 1929 servirão de aprendizado e não serão repetidos.