ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 09/01/2021
Com o estopim da Crise de 1929 em Nova York, a economia brasileira que era sustentada pelo café foi intensamente abalada. Com isso, surgiu a necessidade de uma economia organizada. Nesse contexto, as formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos ainda são demasiado escassas, sendo imperiosa a criação medidas para mudar esse cenário. Para tanto, deve-se ponderar a importância de educar a sociedade sobre a economia, bem como tal medida proporcionará autonomia para que o cidadão possa obter caminhos alternativos do combate às crises.
Em princípio, vale dizer que a sociedade brasileira faz-se néscia no quesito econômico. Nesse sentido, a carência de sabedoria da população acerca do manuseio do capital implica a ausência de projetos de organização social, os quais saibam lidar com impasses econômicos de forma racional. Analogamente, o sociólogo Francis Bacon cita que “saber é poder”, ou seja, o conhecimento pode reverberar domínio sobre a temática da economia. Nesse caso, sem o devido conhecimento, a abertura de serviços autônomos, o gerenciamento de dívidas, investimentos em bolsas e o controle do consumo são exemplos de atividades que se tornam inviáveis. Logo, sem educação financeira a sociedade não consegue se organizar de forma eficiente para enfrentar eventuais problemas econômicos.
Em virtude disso, a condição supracitada acaba por retirar autonomia da população sobre um possível cenário caótico de crise e criar dependência sobre o Estado. Em consonância ao filósofo Immanuel Kant, o ser humano nasce em menoridade, porém pode se tornar esclarecido - que constitui a capacidade de fazer o uso da razão por si próprio. Nesse sentido, ao falarem pouco sobre economia, as escolas desestimulam os jovens a buscarem caminhos alternativos para o sustento financeiro, na medida em que os prende em menoridade, como citada em Kant. Tais caminhos constituem formas de abrir o próprio negócio, maneiras eficazes de poupar, investimentos em moedas sociais e, até mesmo, a busca por sair da informalidade. Assim, faz-se impossível a organização da sociedade por si própria para o enfrentamento de crises econômicas.
Em síntese, medidas devem ser efetivadas para intensificar as formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil. Dessa forma, o Ministério da Educação deve inserir na Base Nacional Comum Curricular a educação financeira - a qual ensine sobre poupar, gastar e investir - com vistas a educar as futuras gerações sobre economia, mas também, proporcionar domínio sobre o capital. Ademais, o Governo Federal deve instigar jovens e adultos a criarem serviços autônomos, por meio de incentivo financeiro, a fim de engajar a população ao cenário econômico do país. Desse modo, erros cometidos no período que antecede 1929 não serão mais cometidos.