ENEM PPL 2018 - Formas de organização da sociedade para o enfrentamento de problemas econômicos no Brasil
Enviada em 11/01/2021
Para Oscar Wilde, a insatisfação é o primeiro passo para o progresso. Contudo, a angústia popular frente ao cenário ecônomico vigente parece não ter movimentado soluções efetivas para a problemática. Desse modo, os fatores que corroboram para a permanência de problemas econômicos são devido à indiferença governamental quanto à promoção da empregabilidade, gerando um cenário abarcado pelo desemprego.
É inegável que a falta de investimentos em capacitações acadêmicas e técnicas, por parte do poder público, é geradora do imbróglio. De acordo com o filósofo Edmund Burke, a economia é virtude distributiva e consiste não em poupar, mas em escolher. Nesse sentido, é evidente a necessidade de gerar políticas públicas aplicadas à educação universitária e profissionalizante, pois só assim haverá geração de empregos acompanhados de modernidade. No entanto, a negligência estatal em retirar dinheiro dos cofres públicos para investir na população economicamente ativa corrobora para a manutenção de crises econômicas.
Por conseguinte, uma econômica enfraquecida é cerne de trabalhos informais e desemprego. Desse modo, Durkheim afirma que o homem é produto do seu meio. Análogo a esse pensamento, os altos números de desocupação profissional são resultados da conjuntura brasileira. A exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2017 relatou mais de 12 milhões de pessoas desocupadas e mais de 23 milhões que trabalham por conta própria. Portanto, o descompromisso estatal com a promoção de empregos gerá incerteza quanto a fonte de renda, o que força o trabalhador a aderir empregos sem vínculo com a legislação trabalhista, que não asseguram 13° salário, seguro de vida, aposentadoria e nem salário fixo, vulnerabilizando o trabalho.
Diante do exposto, é evidente que o governo deve prover oportunidades de qualificação profissional. Logo, cabe ao Ministério da Educação a ampliação de cursos técnicos para toda rede pública de ensino, utilizando-se de recursos da União, e também dar ensejo a cursos extracurriculares nas universidades, com foco no mercado de trabalho, a fim de possibilitar não só capacitação acadêmica, mas também técnica. Ademais, cabe ao Ministério do Trabalho ceder incentivos fiscais às empresas que contratarem pessoas que estejam desempregadas há mais de 1 ano com o comprometimento de dar cursos para o empregado, a fim de manter a qualificação contínua. Nesse caminhar, a máxima de Oscar Wilde se valerá.